Panorama da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica na última década.
Orgânica – PNAPO foi criada por decreto presidencial, em 2012, com o “objetivo de integrar, articular e adequar políticas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica e de base agroecológica”. Um tanto ambiciosa, a intenção da PNAPO era contribuir para o “desenvolvi...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Católica de Brasília (UCB) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UCB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:localhost:riufcg/35000 |
| Acceso en línea: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/35000 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - PNAPO Agroecologia Produção orgânica Políticas públicas - Agroecologia Agricultura orgânica National Agroecology and Organic Production Policy - PNAPO Agroecology Organic production Public policies - Agroecology Organic agriculture Agroecologia. |
| Sumario: | Orgânica – PNAPO foi criada por decreto presidencial, em 2012, com o “objetivo de integrar, articular e adequar políticas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica e de base agroecológica”. Um tanto ambiciosa, a intenção da PNAPO era contribuir para o “desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população, por meio do uso sustentável dos recursos naturais e da oferta e consumo de alimentos saudáveis”[21]. Ela pode ser considerada a síntese da reflexão do modelo de produção agrícola com base na revolução verde e na modernização da agricultura que, no Brasil, tem sido duramente criticado em função de seus impactos sobre o meio ambiente e sobre a sociedade como um todo. Tendo por base a monocultura de commodities para exportação, o padrão de produção difundido pelo paradigma da revolução verde, em termos gerais, é muito danoso ao ambiente, pois reduz a biodiversidade dos agroecossistemas, diminuindo a sua estabilidade e tornando-os especialmente vulneráveis aos ataques de pragas e doenças, assim como à perda de fertilidade dos solos. Isso implica a necessidade de usar uma quantidade cada vez maior e mais perigosa de agrotóxicos e fertilizantes químicos, os quais, além de impactar negativamente sobre a saúde humana, podem também poluir as águas e o solo, causando perda de biodiversidade e dos seus serviços ecossistêmicos. Não por acaso, o Brasil tornou-se em 2008, o maior mercado de agrotóxicos do mundo e, em consequência, quase um terço dos alimentos estavam contaminados[22] seja por ultrapassarem os níveis aceitáveis pela legislação brasileira, seja por apresentarem resíduos de agrotóxicos não autorizados para determinada cultura. O objetivo deste texto é apresentar, de forma breve, a trajetória de construção da PNAPO, como resposta ao padrão produtivo da revolução verde e modernização da agricultura brasileira, além de alguns de seus resultados e desafios neste momento atual. |
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