Lina Bo Bardi - Arte e Arquitetura Tumular
Este livro propõe uma abordagem inédita sobre a obra de Lina Bo Bardi (1914–1992), arquiteta amplamente estudada, mas raramente observada sob o prisma da arte e da arquitetura funerária. Entre as muitas facetas de sua produção, duas obras em particular revelam uma dimensão ainda pouco explorada: o m...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | libro |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/74593 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11600/74593 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Lina Bo Bardi Arquitetura tumular Arquitetura moderna Arte tumular |
| Sumario: | Este livro propõe uma abordagem inédita sobre a obra de Lina Bo Bardi (1914–1992), arquiteta amplamente estudada, mas raramente observada sob o prisma da arte e da arquitetura funerária. Entre as muitas facetas de sua produção, duas obras em particular revelam uma dimensão ainda pouco explorada: o mausoléu da família Robell, localizado em São Paulo e construído entre 1951 e 1955 — exemplar até então desconhecido —, e o mausoléu da família Odebrecht, concebido em Salvador em 1958 e edificado em 1964. Ambas as obras dialogam com o momento de intensa atividade criativa de Lina Bo Bardi nas décadas de 1950 e 1960, período em que atuava simultaneamente na capital paulista e na capital baiana. A partir da análise dessas construções, o livro busca compreender os caminhos percorridos pela arquiteta e os vínculos simbólicos, culturais e afetivos que atravessam esses projetos tumulares. Mais do que levantar dados ou fazer uma leitura de estilos, a abordagem proposta se dedica a interpretar os significados profundos que envolvem tais edificações: questões projetuais, iconográficas, simbólicas, morfológicas e historiográficas que emergem como elementos fundamentais para compreender a maneira singular com que Lina concebeu essas últimas moradas. A narrativa conduz também um olhar ampliado sobre a arquitetura funerária moderna, voltando-se às respostas de outros arquitetos do movimento moderno diante do tema da morte, e traçando uma linha que vai dos mestres italianos que formaram Lina Bo Bardi até os exemplos desenvolvidos em solo brasileiro. Ao longo das páginas do livro, o conceito de arte e arquitetura tumular moderna é tensionado, buscando revelar as intersecções entre modernidade, memória, o sagrado e o profano, no território simbólico da arquitetura da morte. Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre o gesto arquitetônico diante do fim, e sobre como Lina Bo Bardi — em sua linguagem profundamente humana e poética — soube transitar entre a materialidade do concreto e a intangibilidade da memória. |
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