Avaliação da vacina trivalente inativada anti-influenza das temporadas de 2018, 2019 e 2020 no Brasil: impacto da obesidade, idade e imunidade prévia

Os vírus influenza ocasionam 290 a 650 mil mortes mundialmente durante suas epidemias anuais, sendo assim de especial relevância para a saúde pública. A sua alta taxa de mutação faz com que seja necessário reformular anualmente a vacina. Apesar da vacinação ser a melhor ferramenta para o seu control...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Capão, Artur Silva Vidal
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/49644
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/49644
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Influenza Humana
Vacinas contra Influenza
Testes de Inibição da Hemaglutinação
Imunidade
03 Saúde e Bem-Estar
Descripción
Sumario:Os vírus influenza ocasionam 290 a 650 mil mortes mundialmente durante suas epidemias anuais, sendo assim de especial relevância para a saúde pública. A sua alta taxa de mutação faz com que seja necessário reformular anualmente a vacina. Apesar da vacinação ser a melhor ferramenta para o seu controle, apresenta variações de eficácia, com grandes diferenças entre temporadas e entre estirpes e com a possibilidade de não concordância entre estirpes vacinais e circulantes. Além disso, a literatura apresenta indícios de respostas reduzidas em certas populações de risco, como idosos e obesos, bem como em indivíduos previamente vacinados contra a influenza. Considerando estes fatores, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a resposta de voluntários à vacina trivalente inativada anti-influenza nas temporadas de 2018, 2019 e 2020 no Brasil, observando-se a influência que a idade, obesidade e imunidade prévia podem ter na resposta vacinal. Para tal, foram realizados ensaios de inibição da hemaglutinação, avaliando-se os títulos de anticorpos ao longo dos anos, e procurando-se comparar as populações de jovens versus idosos, eutróficos versus obesos e avaliando-se a influência da imunidade prévia na resposta vacinal, bem como avaliando a resposta frente a estirpes vacinais de anos anteriores e estirpes circulantes representativas. A partir dos títulos de inibição de hemaglutinação, foram avaliadas as métricas de soroproteção e soroconversão. Observamos que a vacina foi capaz de induzir altos níveis de soroproteção pós-vacinais (>84%), apesar da soroconversão baixa em comparação com a literatura (13-43%). A vacina foi capaz de induzir proteção cruzada tanto para estirpes componentes anteriores da vacina e estirpes circulantes representativas, novamente com altos índices de soroproteção. Em 2018, foi observada uma resposta mais intensa para o componente anterior do que o componente vacinal de H3N2. A proteção induzida pela vacina perdurou durante a temporada de influenza, mas realçou a necessidade de vacinação anual. A análise de títulos contra o componente de H3N2 de 2018 em uma outra coorte, da USP, apontaram padrões semelhantes aos observados na coorte original. O acompanhamento dos voluntários sugeriu alta eficácia vacinal. Identificamos que as populações obesas, idosas, previamente vacinadas e soroprotegidas previamente à vacinação apresentam uma resposta parcialmente reduzida para alguns componentes vacinais. Os mecanismos responsáveis por estas variações na resposta precisam ser estudados, determinandose o seu impacto na resposta vacinal, devendo a avaliação da vacina ser contínua para permitir o seu aprimoramento.