Movimentos sociais e instituições participativas: efeitos organizacionais, relacionais e discursivos
Esta tese examina a relação entre movimentos sociais e instituições políticas no contexto democrático posterior a 1990. Especificamente, analisa os efeitos da inserção dos movimentos sociais em instituições participativas de políticas públicas sobre os padrões da ação coletiva, no que concerne às di...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-13122012-093218 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-13122012-093218/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Institucionalização Instituições participativas Institutionalization Movimentos sociais Participatory institutions Serra-ES Social movements Vitória-ES |
| Sumario: | Esta tese examina a relação entre movimentos sociais e instituições políticas no contexto democrático posterior a 1990. Especificamente, analisa os efeitos da inserção dos movimentos sociais em instituições participativas de políticas públicas sobre os padrões da ação coletiva, no que concerne às dimensões organizacional, relacional e discursiva. O trabalho foi conduzido pelo método comparativo de estudo de casos, aplicado a quatro movimentos sociais localizados na região metropolitana do Espírito Santo, a saber: Federação das Associações de Moradores de Serra (Fams), Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Serra (CDDH), Conselho Popular de Vitória (CPV) e Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema). O desenho de pesquisa combinou instrumentos metodológicos qualitativos e quantitativos, como a pesquisa documental, entrevista em profundidade e survey de questionário semi-estruturado. Esta tese demonstra que os efeitos da inserção de movimentos sociais em instituições participativas não se restringem à dimensão organizacional, mas compreende igualmente os elementos relacionais e discursivos da ação coletiva. As mudanças nos padrões de ação coletiva caracterizam: (i) complexificação da estrutura organizacional, que combina especialização da estrutura funcional, formalização das estratégias de ação e participação dos militantes; (ii) ampliação das relações com órgãos governamentais e dos vínculos com movimentos e entidades civis; e (iii) padrões de interação cooperativo e contestatório na relação sociedade-Estado. |
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