Avaliação do potencial farmacológico de Kalanchoe brasiliensis Cambess
Kalanchoe brasiliensis Cambess é uma Crassulácea conhecida popularmente como saião, coirama-branca, folha-grossa ou folha-suculenta. Na medicina popular é utilizada contra lesões teciduais, bronquites, inflamações e úlceras em muitas partes do mundo. Contra essas afecções, a folha é a parte mais uti...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2007 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/3556 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3556 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Kalanchoe brasiliensis Crassulaceae Toxicidade Aguda Atividade Anti-tumoral Atividade Antimicrobiana Saião |
| Sumario: | Kalanchoe brasiliensis Cambess é uma Crassulácea conhecida popularmente como saião, coirama-branca, folha-grossa ou folha-suculenta. Na medicina popular é utilizada contra lesões teciduais, bronquites, inflamações e úlceras em muitas partes do mundo. Contra essas afecções, a folha é a parte mais utilizada. Este estudo reporta uma avaliação do extrato hidroetanólico das folhas de K. brasiliensis quanto ao seu potencial toxicológico in vivo e in vitro e sua propriedade antitumoral. Além disso, também foi avaliada a atividade antimicrobiana do extrato hidroetanólico e do óleo essencial das folhas, bem como a alcoolatura do caule de Kalanchoe brasiliensis. A citotoxicidade in vitro da planta foi realizada em larvas de Artemia salina. A CL50 determinada em 704,8 μg/mL tornou o extrato tóxico ao microcrustáceo. Foram realizados ensaios de toxicidade aguda com camundongos fêmeas Albinos Swiss (Mus muscullus), por via intraperitoneal, para observação de parâmetros como alterações comportamentais e efeitos sobre os sistemas nervoso central e autônomo. Nas doses de 1000 mg/kg a 3000 mg/kg de peso corpóreo administradas, foram observadas ações estimulantes seguidas de efeitos depressores ao sistema nervoso central e alterações na locomoção. A DL50 determinada em 1925 mg/kg de peso corpóreo tornou o extrato nocivo por via intraperitoneal. Na análise macroscópica o fígado e os rins apresentaram-se empaledecidos nas doses 250 mg/kg e 125 mg/kg de peso corpóreo. Na dose 62,5 mg/kg foram observadas apenas alterações microscópicas. Na avaliação antitumoral foram testadas as linhagens de Carcinoma de Ehrlich e Sarcoma-180 nas doses 250 mg/kg e 62,5 mg/kg de peso corpóreo do extrato hidroetanólico de K. brasiliensis. Nessas doses a inibição do Sarcoma-180 foi superior a 50%, sendo ambas estatisticamente significantes em comparação ao controle. Para Carcinoma de Ehrlich a inibição foi de 66,59% na maior dose, e apenas esta se mostrou significativa estatisticamente. Na avaliação mascroscópica a massa tumoral apresentou-se delimitada em todas as doses. Dentre os órgãos avaliados nos camundongos com neoplasias, o baço mostrou-se hipotrofiado e o fígado com coloração escurecida no grupo tratado com 250 mg/kg do extrato, no controle e no grupo padrão, para os dois tumores testados. Na menor dose não houve nenhuma alteração nos órgãos dos animais com o tumor de Ehrlich, porém ocorreu esplenomegalia nos animais com Sarcoma-180. A análise fitoquímica foi realizada através de cromatografia em camada delgada analítica utilizando diversas fases móveis e reveladores específicos, indicando os flavonóides como os fitoconstituintes predominantes. No ensaio antimicrobiano foram utilizadas amostras bacterianas gram-positivas e gram-negativas, dentre elas algumas cepas multiresistentes, além de fungos leveduriformes. Entre o óleo essencial e extrato hidroalcoólico das folhas e alcoolatura do caule, apenas o óleo mostrou-se efetivo nas concentrações de 0,25% a 8%, com halos de inibição de até 17 mm. Na concentração de 8%, foi obtido um efeito bacteriostático bem pronunciado, após a sexta hora de exposição da amostra ao óleo essencial. O efeito antimicrobiano foi observado em amostras multiresistentes de Staphylococcus aureus |
|---|