Prevalência da Leishmaniose visceral canina na zona rural do município de Varzelândia, Minas Gerais, Brasil, 2005.

O Brasil é um país endêmico para a zoonose Leishmaniose Visceral (LV) e regularmente conduz programas epidemiológicos e de controle envolvendo tratamento de casos humanos, controle do inseto vetor e a retirada de cães infectados. A cidade de Varzelândia, Minas Gerais, Brasil está situada próxima à c...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Gomes, Lizziani de Vasconcelos
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Repositorio:Repositório Institucional da UFOP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufop.br:123456789/2970
Acesso em linha:http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/2970
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Leishmaniose visceral canina
Programas epidemiológicos
Varzelândia - Minas Gerais
Epidemiologia
Descrição
Resumo:O Brasil é um país endêmico para a zoonose Leishmaniose Visceral (LV) e regularmente conduz programas epidemiológicos e de controle envolvendo tratamento de casos humanos, controle do inseto vetor e a retirada de cães infectados. A cidade de Varzelândia, Minas Gerais, Brasil está situada próxima à cidade de Montes Claros, que é área endêmica para esta doença. Inicialmente era uma doença de ocorrência exclusivamente rural, mas devido a alterações no meio ambiente, vem se expandindo para centros urbanos, principalmente na região Sudeste e Centro Oeste do Brasil. O cão possui papel fundamental tanto nessa urbanização quanto na manutenção da doença em determinada área, seja ela urbana ou rural. No município de Varzelândia foi realizado um estudo visando esclarecer a situação da Leishmaniose Visceral Canina (LVC) quanto à prevalência, distribuição espacial e verificar a relação das imunoglobulinas IgG1 e IgG2 com a sintomatologia apresentada. A sorologia foi realizada utilizando três métodos diferentes (Enzyme Linked Immunosorbent Assay - ELISA, Imunofluorescência Indireta - IFI e Reação de Fixação do Complemento - RFC). Foram coletadas amostras sanguíneas, por punção venosa, de 571 cães distribuídos em 12 localidades do município. A prevalência da Leishmaniose Visceral encontrada foi de 10,86% no município, 14,33% em área rural e 6,4% nos conglomerados especiais. Não foi encontrada correlação entre a infecção por LVC e tipo de pêlo (logo e curto), da idade do cão, do sexo e da ocupação apresentada pelo cão no domicílio. Cães assintomáticos foram os mais prevalentes (82,26%). Os sintomas relacionados com a doença observados foram: alopecia, ulceração, descamação, conjuntivite, emagrecimento e onicogrifose, sendo esta última a mais freqüente. A resposta específica a anticorpos anti- IgG1 foi variável, não estando diretamente relacionada com nenhum grupo específico enquanto a resposta anti-IgG2 foi mais elevada em animais assintomáticos (64,58%).