A província kimberlítica nordestina: petrografia e mineralogia

Kimberlitos são rochas ígneas, alcalinas, de caráter exótico, que representam “janelas do manto”, ligadas geneticamente às mineralizações de diamantes. Atualmente mais de 18 domínios com ocorrências de kimberlitos estão sendo pesquisados no Brasil, distribuídos em mais de 15 estados. Na Bahia, cujos...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Santos, Ivanara Pereira Lopes dos
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositório:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/34360
Acesso em linha:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/34360
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Ciências Exatas e da Terra
GeoCiências
Geologia
Petrologia
Metalogenia
Prospecção Mineral
Diamantes
Lamprófiro
Kimberlito
Rochas ígneas
Província Kimberlítica -- Nordeste
Petrografia
Mineralogia
Descrição
Resumo:Kimberlitos são rochas ígneas, alcalinas, de caráter exótico, que representam “janelas do manto”, ligadas geneticamente às mineralizações de diamantes. Atualmente mais de 18 domínios com ocorrências de kimberlitos estão sendo pesquisados no Brasil, distribuídos em mais de 15 estados. Na Bahia, cujos terrenos correspondem majoritariamente ao embasamento precambriano do Cráton do São Francisco, as principais ocorrências de kimberlitos estão localizadas na área de Nordestina, no Nordeste do Estado, no Núcleo Arqueano Serrinha, onde localiza-se o Campo Kimberlítico Braúna, um conjunto de pequenos pipes e diques em fácies hipoabissal, e vários outros corpos ainda não estudados em detalhe. Este volume apresenta o resultado da pesquisa de mestrado intitulada “A Província Kimberlítica Nordestina: Petrografia e Mineralogia”, que hospeda a primeira mina de diamantes em rocha fonte da América do Sul. Os kimberlitos da Província Kimberlítica Nordestina têm como encaixantes as rochas arqueanas e paleoproterozoicas de composição tonalítica-trondhjemítica-granodioritica e rochas alcalinas potássicas e ultrapotássicas de cerca de 2,1Ga. Estas rochas de natureza kimberlítica são até então o único registro de magmatismo neoproterozoico (0,55-0,64Ga) no Núcleo Serrinha e carregam consigo cristais de zircão de proveniência diversa, registrando os resquícios da crosta eo e paleoarqueana e de um evento potássico-ultrapotássico que atua como uma importante fonte de xenocristais de zircão, trapeados e trazidos a superfície pelo magma kimberlítico. Os novos estudos aqui apresentados ratificam a definição da Província Kimberlítica Nordestina que inclui os diques e pipes de Braúna, Icó, Umbu e Aroeira. Os resultados petrográficos aqui reportados não apenas ampliam o conhecimento sobre rochas kimberlíticas (senso lato) brasileiras, mas também colaboram para a melhor caracterização das rochas kimberlíticas que ocorrem na região nordeste da Bahia e contribuem para o melhor entendimento da natureza da litosfera subcontinental e do enriquecimento mantélico nesta região do Cráton do São Francisco.