As (des)construções do macho nordestino em videoclipes: um estudo das perfomances de Daniel Peixoto e Johnny Hooker
Na região Nordeste, onde discursivamente se reiteram moldes heteronormativos e conservadores de ser masculino, vemos como alguns cantores moldam masculinidades dissidentes em seus videoclipes, e se afastam destas normatividades na produção musical. O objetivo desse estudo é compreender as construçõe...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/27907 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/27907 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Videoclipe Masculinidades Música Popular Massiva Gêneros musicais Nordeste |
| Sumario: | Na região Nordeste, onde discursivamente se reiteram moldes heteronormativos e conservadores de ser masculino, vemos como alguns cantores moldam masculinidades dissidentes em seus videoclipes, e se afastam destas normatividades na produção musical. O objetivo desse estudo é compreender as construções de diferentes performances de gênero nos videoclipes, regidos sob dinâmicas da música popular massiva. O exercício é aplicado em análises das produções do cantor cearense Daniel Peixoto e do pernambucano Johnny Hooker. Em suas performances, os cantores se utilizam de figurinos, maquiagens e gestualidades que não se adequam aos moldes do que Albuquerque Jr. (2014) descrevera como a idealização de um “tipo nordestino”, e fogem, em momentos, das próprias normatividades do “ser masculino”. Estas observações são amparadas por estudos de gênero, como em Butler (2015), Lopes Louro (2004), Welzer-Lang (2004), bem como pelos estudos de música e de gêneros musicais, em Janotti Jr. (2006), Pereira de Sá (2016), Soares (2009) e Trotta (2014). A pesquisa traz considerações da atuação destes cantores em relação aos diferentes gêneros musicais da região nordeste, os acionamentos às suas referências musicais e locais e/ ou cosmopolitas de suas produções. Também passa pelas formas de compreensão das performances e da configuração do videoclipe em diferentes contextos. Por fim, os aspectos observados nas produções dos cantores apontam para a compreensão de que as (des)construções masculinas na música popular massiva podem ser lidas pelo exercício de contextualização radical (Grossberg, 2010), na elaboração de análises que considerem as pré-inscrições dos gêneros musicais e de performances de gênero, conjuntamente, no videoclipe pós-MTV. |
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