Influência da salinidade na distribuição e dieta da ictiofauna em um estuário hipersalino

Nos sistemas estuarinos hipersalinos as espécies de peixes se movimentam entre os locais de maior oferta de recursos e entre os diferentes gradientes de salinidade, de acordo com a tolerância fisiológica que é uma adaptação comum para espécies de peixes estuarinos. Além disso, estas espécies podem e...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Sales, Natalice dos Santos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede.bc.uepb.edu.br:tede/2310
Acceso en línea:http://tede.bc.uepb.edu.br/tede/jspui/handle/tede/2310
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Peixes juvenis
Ecologia trófica
Guildas tróficas
Amplitude de nicho
Juvenile fish
Trophic guilds
Niche breadth
ECOLOGIA::ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS
Descripción
Sumario:Nos sistemas estuarinos hipersalinos as espécies de peixes se movimentam entre os locais de maior oferta de recursos e entre os diferentes gradientes de salinidade, de acordo com a tolerância fisiológica que é uma adaptação comum para espécies de peixes estuarinos. Além disso, estas espécies podem exibir outras adaptações comportamentais, como a flexibilidade alimentar. Assim, o estudo analisou a estrutura e composição da ictiofauna de acordo com o gradiente de salinidade, bem como a ecologia e a organização trófica. As amostragens foram realizadas durante a chuva e a seca de 2012 em 12 pontos distribuídos em três zonas definidas de acordo com o gradiente de salinidade (Inferior, Intermediária e Superior). Os peixes foram capturados com a utilização de uma rede beach seine através de arrasto de praia. O baixo índice pluviométrico, a elevada taxa de evaporação e a pequena entrada de água doce presentes no estuário do Rio Tubarão favoreceram uma salinidade entre 30 e 45. A estrutura e composição da ictiofauna apresentaram diferenças espacial e temporal entre as zonas do estuário do rio Tubarão, com a salinidade e o substrato influenciando na distribuição das espécies Atherinella brasiliensis, Lile piquitinga, Eucinostomus argenteus, Ulaema lefroyi, Lutjanus analis and Sphoeroides greeleyi Dentre as 104 espécies capturadas no estuário do Rio Tubarão 18 foram selecionadas, de acordo com sua abundância, para análise da ecologia trófica. No geral a dieta das espécies foi baseada, principalmente, em Macroalgas, Polychaeta, Decapoda, Mollusca e Zooplâncton. Dentre esses itens os representantes do Zooplâncton são as presas principais na dieta dos pequenos juvenis. Devido a essa preferência por determinados itens alimentares as espécies foram agrupadas em seis guildas tróficas, distintas: Zooplanctívoro, Onívoro. HerbívoroMacroalga, Zoobentívoro-Hiperbentos, Zoobentívoro-Epifauna e Zoobentívoro-Infauna. Os maiores valores de sobreposição foram registrados na zona Superior, possivelmente pela elevada salinidade que restringe o estabelecimento de diversas presas. Em geral os resultados apresentados nesse estudo mostram a relação direta da estrutura e composição da ictiofauna e a ecologia trófica das espécies com a heterogeneidade do habitat e a variação de salinidade que possibilita proteção aos peixes juvenis e maior abundância de recursos tróficos. Assim, os dados obtidos no estudo possibilita a compreensão da dinâmica da estrutura da comunidade desse sistema hipersalino, bem como favorece o desenvolvimento de abordagens para a conservação e uso sustentável da diversidade biológica.