Uma viagem possível: da escravidão à cidadania. Quintino de Lacerda e as possibilidades de integração dos ex-escravos no Brasil /
Edgar Allan Poe publicava pela primeira vez, em 1841, o que viria a ser uma série de histórias protagonizadas pelo jovem cavalheiro francês Monsieur C. Auguste Dupin, considerado o precursor de Sherlock Holmes.3 Dupin gostava de se glorificar da capacidade de desembaraçar e deslindar mistérios, enco...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/28719 |
| Acceso en línea: | http://app.uff.br/riuff/handle/1/28719 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Escravidão - aspecto social Abolição da escravatura, 1888, Escravo liberto |
| Sumario: | Edgar Allan Poe publicava pela primeira vez, em 1841, o que viria a ser uma série de histórias protagonizadas pelo jovem cavalheiro francês Monsieur C. Auguste Dupin, considerado o precursor de Sherlock Holmes.3 Dupin gostava de se glorificar da capacidade de desembaraçar e deslindar mistérios, encontrando prazer nas atividades mais triviais que lhe permitissem exercer seus talentos. A perspicácia investigativa de Dupin não estava necessariamente ligada à quantidade de informações obtidas. Ela se baseava “tanto na validade da inferência como na qualidade da observação. O conhecimento necessário é o do quê deve ser observado”. O monsieur possuiria essa argúcia em grau elevado, gostando de exibir “na solução de cada mistério, um grau de acurácia que parec[ia] sobrenatural às pessoas de compreensão mais ordinária”, sendo impossível não deixar de notar essa sua “habilidade analítica peculiar”.4 Passados mais de cem anos, o método investigativo e analítico de Monsieur C. Auguste Dupin foi resgatado ao longo da década de 1970 pela historiografia, melhor dizendo, por uma vasta área das Ciências Sociais, e ganhou força no Brasil na década de 1980. Hoje, os historiadores comumente se utilizam de uma metáfora comparativa para explicar sua metodologia analítica que celebra o poder da sagacidade apreciativa presente na personalidade do personagem criado por Poe. A ideia é simples: o processo de investigação dos historiadores, com seus diversos percalços ao longo dos arquivos que devemos perambular no decorrer da pesquisa, se assemelharia ao de um detetive. A diferença é que não somos tão glamorosos como os detetives retratados pelas lentes dos filmes noir, com suas belas protagonistas e seu ar carregado da fumaça dos cigarros. Os nossos caminhos investigativos não nos levam a ruas escuras ou perseguições armadas. No máximo o perigo que nos ronda é menor, diria microscópico, podendo estar presente no ar que respiramos na Biblioteca Nacional ou na Fundação Arquivo e Memória de Santos. |
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