Contribuições para o diagnóstico e epidemiologia da leptospirose em ovinos criados em condições semiáridas.

Em regiões de clima semiárido existem fatores ambientais que são adversos à sobrevivência e propagação das leptospiras, assim o papel das peculiaridades nas rotas de transmissão que independem do ambiente precisam ser melhor investigadas. Dessa forma, buscou-se gerar contribuições para o diagnóstico...

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Detalhes bibliográficos
Autor: NOGUEIRA, Denise Batista.
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/25584
Acesso em linha:https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/25584
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Ovinocultura
Ovinos - leptospirose
Leptospirose em ovinos
Epidemiologia Veterinária
Diagnóstico de leptospirose - ovinos
Semiárido - ovinos
Transmissão venérea - leptospirose
Transmissão vertical - leptospirose
Leptospira sp
Infecção por Leptospira sp
Sheep farming
Sheep - leptospirosis
Leptospirosis in sheep
Veterinary Epidemiology
Diagnosis of leptospirosis - sheep
Semiarid - sheep
Venereal transmission - leptospirosis
Vertical transmission - leptospirosis
Leptospira sp infection
Medicina Veterinária
Descrição
Resumo:Em regiões de clima semiárido existem fatores ambientais que são adversos à sobrevivência e propagação das leptospiras, assim o papel das peculiaridades nas rotas de transmissão que independem do ambiente precisam ser melhor investigadas. Dessa forma, buscou-se gerar contribuições para o diagnóstico e epidemiologia da infecção por Leptospira sp. em ovinos criados em condições semiáridas. No Capítulo I, descreveu um estudo a partir de 104 ovelhas fêmeas adultas amostradas durante o período seco e chuvoso, compreendidos entre os anos de 2018 e 2019. Coletou-se na linha de abate amostras de fluido vaginal, urina, bexiga, rim, útero, tuba uterina, ovário e placenta para posterior detecção molecular por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR). As amostras de melhores reações foram amplificadas e submetidas ao sequenciamento genético. Para o cultivo bacteriológico, apenas fluido vaginal e urina foram utilizados, enquanto o sangue foi destinado à investigação sorológica por meio do teste de aglutinação microscópica (SAM). No total, foram detectados anticorpos anti- Leptospira sp. em 26 (25%) dos animais analisados pela SAM na diluição inicial 1:50, enquanto que 69 (66,3%) animais possuíam, no mínimo, um órgão/fluido com presença de DNA leptospiral. Das 758 amostras de órgãos/fluidos dos tratos genital e urinário, em 519 (68,5%) amostras havia presença de DNA. Na análise das variáveis estatísticas de cada tipo de material biológico entre período seco e chuvoso, apenas no fluido vaginal houve diferença significativa entre as proporções (p <0,001), no qual o período seco se sobrepôs. Foi possível realizar o sequenciamento em nove amostras com 99% de similaridade à L. interrogans e isolamento em três amostras de fluido vaginal. E em três cultivos de fluido vaginal foram obtidos resultados positivos na PCR, indicando a recuperação de estirpes viáveis. No Capítulo II foi realizado um estudo para detectar a transmissão vertical de Leptospira sp. em fetos de ovinos abatidos no Semiárido Nordestino. Após abate das progenitoras, os conceptos foram retirados do ambiente uterino e conduzidos ao laboratório, onde foram necropsiados, Amostras de sangue das matrizes e dos fetos foram coletados para investigação da ocorrência de anticorpos anti-Leptospira sp. através da SAM. Para análise molecular através da PCR a partir dos conceptos, foram coletadas amostras do sistema nervoso central (SNC), pulmão, fígado, baço, conteúdo estomacal, líquido peritoneal, rim, bexiga, urina e sistema reprodutor e naqueles que estavam no início da formação, as amostras consistiram apenas em sistema nervoso central e macerado do tórax (ovóide córmico). Foram amostradas 23 progenitoras e destas, sete apresentaram anticorpos a partir do título 50. Em relação aos fetos, foram coletados 29, sendo dois (6,9%) soropositivos na titulação 10 para os sorogrupos Pyrogenes, Tarassovi e Autumnalis. Na PCR, 24 (82,7%) tiveram pelo menos um órgão positivo. De um total de 209 amostras, em 61 (29,2%) foi comprovada a presença de DNA leptospírico. O sequenciamento de DNA leptospírico foi possível em três amostras de fragmentos de rim, SNC e fígado com 99,3% similares a L. interrogans. Na análise macroscópica foram observados que três fetos possuíam múltiplas malformações.