Caracterização Mineralógica e Gemológica das Opalas de Buriti dos Montes – Piauí

A opala é um mineral polimorfo de sílica, onde o teor de água pode chegar até 20% em sua composição. Na gemologia, se destaca pela sua variedade de cores e pelo fenômeno de jogo de cores. A estrutura das opalas pode variar desde amorfa (opala -A), baixa cristalinidade (opala -CT) até alta cristalini...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Machado, Daniela Vasconcelos, Schnellrath, Jurgen, Queiroz, Joedy Patricia Cruz
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2020
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Repository:Anuário do Instituto de Geociências (Online)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:www.revistas.ufrj.br:article/37425
Online Access:https://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/37425
Access Level:Open access
Keyword:Opala de Fogo; Espectroscopia Raman; Cristobalita-Tridimita
Description
Summary:A opala é um mineral polimorfo de sílica, onde o teor de água pode chegar até 20% em sua composição. Na gemologia, se destaca pela sua variedade de cores e pelo fenômeno de jogo de cores. A estrutura das opalas pode variar desde amorfa (opala -A), baixa cristalinidade (opala -CT) até alta cristalinidade (opala -C). Dada a importância da opala na gemologia e na região de Buriti dos Montes - Piauí, a pesquisa tem o objetivo de contribuir com uma caracterização gemológica e mineralógica das opalas das regiões de Tranqueira e Riacho do Meio. Foram analisadas opalas brancas e opalas laranjas a avermelhadas, também conhecidas como opala de fogo na gemologia. A caracterização de onze amostras foi baseada nas determinações da cor, densidade (d) e índice de refração (IR), análises de Espectroscopia Raman, Fluorescência de Raio-X (FRX) e Difração de Raio-X (DRX), realizada nos laboratórios do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM). Através dos resultados obtidos, as opalas de Buriti dos Montes foram classificadas como do tipo -CT (cristobalita-tridimita), de cristalização incipiente não totalmente amorfa. Destaca-se a amostra BM9, que apresentou na espectroscopia Raman picos não definidos e na análise de DRX a presença de caulinita em sua formação. Tais resultados sugerem que a opala encontra-se em estágio inicial de formação associada à caulinita, com características amorfas. A técnica de espectroscopia Raman foi aqui empregada com a finalidade de corroborar com o entendimento sobre o grau de cristalinidade das opalas de fogo, sendo tal técnica não utilizada em trabalhos anteriormente realizados na região.