A relação das vesículas extracelulares com o carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço
O carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço (CECCP) é uma patologia composta por células agressivas e altamente tumorigênicas responsáveis por um curso clínico de alta recidiva e baixa sobrevida. O diagnóstico precoce é a melhor chance de redução de morbidade e mortalidade desta patologia uma vez...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/222207 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/222207 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Neoplasias de cabeça e pescoço Biomarcadores tumorais Head and neck neoplasms Biomarkers, tumor |
| Sumario: | O carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço (CECCP) é uma patologia composta por células agressivas e altamente tumorigênicas responsáveis por um curso clínico de alta recidiva e baixa sobrevida. O diagnóstico precoce é a melhor chance de redução de morbidade e mortalidade desta patologia uma vez que a contenção da disseminação da doença tem sido um desafio terapêutico importante, onde pacientes com recorrência e/ou metástase sobrevivem por curtos períodos de tempo. Dentro deste contexto, o uso de marcadores prognósticos e preditivos pode contribuir no monitoramento dos pacientes acometidos pela doença. As vesículas extracelulares (VEs) são nanoestruturas secretadas por diferentes tipos de célula que oferecem, através do seu isolamento, a possibilidade de detecção de conteúdos que representem a origem celular de doenças como o câncer. Estão relacionadas à progressão tumoral, resistência à quimioterapia e evasão imunológica através da transferência de moléculas, participando das etapas necessárias para a metástase com possibilidade de utilização como biomarcadores para o CECCP. Inicialmente, objetivamos analisar a sobrevida por 10 anos de uma coorte de 50 pacientes com CECCP, correlacionando os parâmetros clínicos e histopatológicos do diagnóstico inicial com a evolução do estado de saúde dos pacientes. Observamos que 64% dos pacientes apresentou tumores menores de 4 cm sem metástase regional e não houve nenhum paciente com metástase à distância no momento do diagnóstico, no entanto, a maior causa de morte dos pacientes foram eventos relacionados à metástase. Diante dessas evidências, consideramos que o estudo de fatores capazes de refletir o perfil molecular do CECCP bem como a sua mudança comportamental ao longo do tempo se torna essencial para a melhora da sobrevida dos pacientes. Procuramos estabelecer a relação das VEs com o CECCP através de revisão sistemática de literatura. Nesta pesquisa, observamos que ainda existem limitações técnicas no estudo dessas estruturas, no entanto, a sua influência nas diferentes vias envolvidas na carcinogênese as torna um campo de interesse sobre diagnóstico, alvos terapêuticos e marcadores prognósticos do 10 CECCP. Por fim, foi realizado um estudo in vitro analisando o efeito de VEs de carcinoma espinocelular bucal (CECB) sobre a migração celular, onde as VEs de CECB aumentaram a velocidade e direcionalidade de migração de queratinócitos e fibroblastos, sugerindo uma possível transferência de conteúdos funcionais que influenciem comportamentos pró-metastáticos. Através dos estudos realizados, podemos concluir que sinalizações bioquímicas podem influir no processo de disseminação e metástase tumoral do CECCP e as VEs presentes nos fluidos corporais poderiam ser biomarcadores específicos desse processo. |
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