O fio longo dos espaços: a correspondência entre Marina Tsvetáieva e Boris Pasternak (1922-1926)

Entre 1922 e 1936, os poetas russos Marina Tsvetáieva e Boris Pasternak mantiveram intensa correspondência, na qual discutem suas ideias a respeito de arte, poesia, se dedicam poemas, falam sobre a vida cotidiana. Exilada, Tsvetáieva despontava como uma das principais vozes de poetas emigrados, prim...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Mendes, Cecília Rosas
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-09042019-124337
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8155/tde-09042019-124337/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Boris Pasternak
Cartas literárias
Literary letters
Literatura russa
Marina Tsvetaeva
Marina Tsvetáieva
Russian literature
Tradução
Translation
Descripción
Sumario:Entre 1922 e 1936, os poetas russos Marina Tsvetáieva e Boris Pasternak mantiveram intensa correspondência, na qual discutem suas ideias a respeito de arte, poesia, se dedicam poemas, falam sobre a vida cotidiana. Exilada, Tsvetáieva despontava como uma das principais vozes de poetas emigrados, primeiro em Praga e depois em Paris. Já Pasternak continuou nos círculos literários de Moscou. No verão de 1926, os dois poetas também trocaram cartas com Rainer Maria Rilke. Este trabalho propõe uma tradução do russo para o português das cartas entre Tsvetáieva e Pasternak desde o começo, em meados 1922, até 1926, momento da morte de Rilke. Além da tradução, esta tese discute a trajetória de ambos os poetas no sistema literário da época com base nos trabalhos de Catherine Cipiela, Olga Zaslavsky e Lazar Fleishman, entre outros, e procura contextualizar as discussões travadas e situá-las no formato epistolar. Por fim, são abordadas as questões de tradução e da linguagem de ambos, com base, entre outros, no estudo de Aurora Bernardini sobre a tradução da obra lírica de Tsvetáieva.