Em dor e culpa, meu espírito agoniza e clama por ação libertadora: sobre o perdão e o "autoperdão" no espaço público
A humanidade, fadada à sua própria pluralidade, é formada por indivíduos que constantemente experenciam uma das condições/tragédias de ser quem são: a ação, sempre irreversível e imprevisível e, por isso, sempre potencialmente ofensora. Desse modo, como dispõe Nietzsche (2013) e lhe acompanha Hannah...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2023 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás) |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:ambar:tede/4911 |
| Online Access: | http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/handle/tede/4911 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Perdão Culpa Dor “Autoperdão” Hannah arendt Guilt Pain “Self-forgiveness” Forgiveness Ciências Humanas Teologia |
| Summary: | A humanidade, fadada à sua própria pluralidade, é formada por indivíduos que constantemente experenciam uma das condições/tragédias de ser quem são: a ação, sempre irreversível e imprevisível e, por isso, sempre potencialmente ofensora. Desse modo, como dispõe Nietzsche (2013) e lhe acompanha Hannah Arendt (2016) neste ponto, o homem tornou-se um animal que promete. A promessa (os acordos mútuos) cria alguma previsibilidade à conduta humana. Mas, sendo as relações em rede um tanto imperfeitas, alguém não cumprirá o acordado e, ainda que por via da dor, deverá ser lembrado e punido. Ocorre que a punição pode ser excessiva para os casos de ofensa na vida cotidiana, ao passo que as relações precisam seguir sem cisma. Daí a relevância do perdão, descoberto nesse molde por Jesus Cristo: reestabelecer o espaço entre as pessoas, para que continuem agindo. Na atualidade, porém, outro fenômeno relativo ao perdão acendeu os debates em diferentes âmbitos: o problema do "autoperdão", insurgente como culpa erroneamente distribuída e, mesmo, como expulsão do outro. A proposta aqui empreendida consiste em desnudar estes fenômenos socioculturais à luz de construções conceituais, mas não apenas. Procura-se cotejar o rigor conceitual e as contribuições colhidas do campo teórico com a realidade, representada pelas artes, especialmente a narrativa e a pintura, e ilustrada por casos extraídos da vida real. Enfim, deve-se dizer que a pesquisa foi parcialmente subvencionada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), através da concessão de bolsa de estudos |
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