Michel Foucault e o saber-poder tirânico em Édipo-rei

Resumo: Édipo é, simultaneamente, ????? e ????????: alguém que, desde seu saber específico, toma e perde o poder. E entre o ignorante de seu passado e o sabedor em demasia, capaz de encontrar com sua inteligência as pistas do criminoso que, ironicamente, levam para si mesmo, vemos como, desde então,...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Incerti, Fabiano
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Repositorio:Princípios (Natal. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufrn.br:article/6312
Acesso em linha:https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/6312
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Édipo-Rei
Poder-Saber
Tirania
Michel Foucault
Descrição
Resumo:Resumo: Édipo é, simultaneamente, ????? e ????????: alguém que, desde seu saber específico, toma e perde o poder. E entre o ignorante de seu passado e o sabedor em demasia, capaz de encontrar com sua inteligência as pistas do criminoso que, ironicamente, levam para si mesmo, vemos como, desde então, concebe-se uma nova forma do fazer político. A derrocada de Édipo, rei amado e querido por seu povo, assinala a dura crítica à tirania, que, desviando-se dos preceitos divinos, torna-se um sistema inapto de governo. Desaparece, dessa forma, o saber-poder ligado às transgressões, às lutas e aos excessos, para nascer um saber-poder ligado à pureza. A compreensão de Michel Foucault acerca de Édipo, por isso, determina o limiar de uma ruptura: do antigo modelo de poder que se fundamenta no governante que detém a mântica e a justiça e que endireita a cidade para um novo modelo, no qual o soberano, do cume de sua autocracia, representa a figura de rompimento entre o saber e a política.