Indução de florescimento in vitro de Cattleya walkeriana

Orquídeas do gênero Cattleya L. são muito apreciadas pela variedade de cores, formas e tamanhos das suas flores, porém possuem um longo período de juvenilidade. Utilizar mecanismos que acelerem o processo de florescimento é desejável para o mercado, no entanto, o conhecimento dos fenômenos envolvido...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nadal, Michele Carla
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/56715
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/56715
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fisiologia Vegetal
Condições hídricas
Florescimento in vitro
Fotoperíodo
Luminosidade
Paclobutrazol
Temperatura
Orquídeas
Plantas - Floração
Water conditions
In vitro flowering
Photoperiod
Luminosity
Temperature
Orchids
Descripción
Sumario:Orquídeas do gênero Cattleya L. são muito apreciadas pela variedade de cores, formas e tamanhos das suas flores, porém possuem um longo período de juvenilidade. Utilizar mecanismos que acelerem o processo de florescimento é desejável para o mercado, no entanto, o conhecimento dos fenômenos envolvidos nesse processo é incipiente. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi investigar o comportamento fisiológico e bioquímico da Cattleya walkeriana G. frente a fatores ambientais (experimento i), qualidade luminosa (experimento ii) e inibidor de giberelina (experimento iii), na indução do florescimento in vitro. As plantas de oriundas de semeadura in vitro foram submetidas as seguintes condições experimentais: (i) após 6 meses de cultivo foram transferidas para distintas condições de temperatura (26°C, 24°C, 20,5°C e 17°C), fotoperíodo (10, 12, 14 e 16 h), e disponibilidade hídrica (simulado com diferentes doses de ágar: 0, 2,75, 5,50, 8,25 e 11 g L-1), e avaliadas após 3 meses; (ii) após 12 meses de cultivo in vitro foram transferidas para distintas cores de luz (vermelho, azul, roxo (simulado por 2 vermelhos : 1 azul) e branco), fornecidas por diodos emissores de luz (LED), e avaliadas após 6 meses; e, (iii) após 6 meses de cultivo foram transferidas para meio com distintas concentrações de paclobutrazol (PBZ) nas concentrações 0, 0,025, 0,05, 0,075 e 0,1 mg L-1, e avaliadas após 3 meses. Nos três experimentos foram analisados parâmetros de crescimento, do aparelho fotossintético, do metabolismo antioxidante, e do metabolismo de carboidratos. Quanto aos fatores ambientais estudados observou-se que a temperatura média de 26ºC, fotoperíodo de 12 a 14 horas de luz, e 0 mg L-1 de ágar, promovem um crescimento mais expressivo para a espécie. A iluminação branca propiciou maior crescimento vegetativo e maior acúmulo de H2O2 compreendido como sinalizador de crescimento nesta condição, ao passo que, a roxa propiciou maior formação de clorofilas a, b, carotenoides e clorofilas totais, assim como, acúmulo equivalente de açúcares solúveis totais. Porém a iluminação com LEDs vermelho, azul, roxo e branco podem ser utilizadas sem prejuízos para espécie. O PBZ reduziu o número de folhas e raízes da espécie, bem como, o comprimento das raízes. Além disso, promoveu o aumento de parte aérea, brotos, acúmulo de carbono, e elevação das concentrações de superóxido dismutase, açúcares solúveis totais, açúcares redutores e proteínas. Sendo que a concentração de 0,1 mgL-1 de PBZ pode ser utilizada para manutenção da espécie in vitro. Por fim, a espécie não foi responsiva aos fatores estudados para florescimento in vitro.