Interações inseto-planta no permiano inferior da Bacia do Paraná : sementes

O estudo das relações ecológicas entre insetos e plantas é uma área muito explorada na ecologia moderna, visto que juntos estes são os organismos mais diversificados nos ecossistemas terrestres. Entender como funcionam as relações entre eles auxilia acompreender como se tornaram tão diversos e como...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Thamiris Barbosa dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/222086
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/222086
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Paleobotânica
Paleoflora
Permiano inferior
Early Permian
Glossopterisflora
Herbivory
Cordaicarpus
Samaropsis
Descripción
Sumario:O estudo das relações ecológicas entre insetos e plantas é uma área muito explorada na ecologia moderna, visto que juntos estes são os organismos mais diversificados nos ecossistemas terrestres. Entender como funcionam as relações entre eles auxilia acompreender como se tornaram tão diversos e como mudaram suas estratégias de vidaao longo do tempo. O registro das interações inseto-planta em fósseis demonstram que desde períodos pretéritos esses grupos já haviam estabelecido relações interativas principalmente de herbivoria. Há registros de fitofagia desde o Devoniano, sendo queao longo da história geológica as interações entre esses grupos foram se diversificando, assim como os hábitos alimentares dos insetos. O registro das interações para o Permiano do Gondwana é restritoa análise de folhas/frondes e lenhos, visto que os danos nesses órgãos vegetais são extensamente relatados na literatura. Entretanto, os registros de danos em sementes são delimitados somente à depósitos da Euramérica. O presente estudo traz o primeiro relato junto adescrições de interações em sementes para o Paleozoico do Gondwana, bem como o primeiroregistro para a Bacia do Paraná. O material analisado é proveniente doAfloramento Itanema II (Formação Rio Bonito, Permiano Inferior), que apresenta uma rica composição de sementes com registro de 15 morfotipos, a saber: Cordaicarpussp. 1, Cordaicarpussp. 2, Cordaicarpussp. 3, Cordaicarpussp. 4, Cordaicarpussp. 5, Samaropsissp. 1, Samaropsissp. 2, Samaropsissp.3, Samaropsissp. 4, Samaropsissp. 5, Samaropsissp. 6, Samaropsissp. 7, sementes com cúpula, morfotipos 1 e 2. Foram analisadas 34sementes, das quais 8 apresentaram algum tipo de dano (23,5%do total). As sementes Cordaicarpussp. 1, Cordaicarpussp. 2, Samaropsissp. 5 e sementes com cúpula apresentaram danos do tipoDT74, DTxe DTy, sendo os dois últimos inéditos, logo, caracterizados e descritos no presente trabalho. O dano DTx foi classificado como "cicatrizes de cochonilhas" (scale) espalhadas no corpo da semente ou na asa, sendo causado por organismos hemipteróides.Jáo DTy foi classificado como perfurações no corpo da semente,que seria causado por insetos paleodictiopteroides ou hemípteros. A taxa de herbivoria no afloramento Itanema II é considerada alta quando comparada a outros estudos do mesmo período. Mesmo considerando que o número de amostras analisadas não seja alto, foram registrados três tipos de danos em quatro morfotipos, demonstrando que diferentes grupos de insetos já procuravam sementes como fonte nutricional. Sendo assim, o resultado sugere que a evidência de consumo de sementes para o Permiano inicial nos mostraria que insetos e plantas já teriam estabelecido relações de consumo neste intervalo e até mesmo alguma especificidade, diferentemente do que é mencionado na literatura corrente.