As bruxas de Federici: um ensaio para Jaider Esbell
O artigo pretende recuperar alguns dos traços fundamentais da interpretação do capitalismo feita por Silvia Federici na obra O Calibã e a Bruxa. Neste sentido, são analisados os conceitos de corpo administrado e de acumulação primitiva do capital. Procuro mostrar que Federici tem uma concepção ampla...
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| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Paraná (UFPR) |
| Repositório: | Revista Dois Pontos (Curitiba. Online) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/95991 |
| Acesso em linha: | https://revistas.ufpr.br/doispontos/article/view/95991 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Silvia Federici capitalismo bruxa colonialismo Jaider Esbell |
| Resumo: | O artigo pretende recuperar alguns dos traços fundamentais da interpretação do capitalismo feita por Silvia Federici na obra O Calibã e a Bruxa. Neste sentido, são analisados os conceitos de corpo administrado e de acumulação primitiva do capital. Procuro mostrar que Federici tem uma concepção ampla dos cercamentos, pois entende que o capitalismo acumula diferenças entre indivíduos e grupos de modo a potencializar a produção de valor e de mais valor. A figura da bruxa, estigma da mulher que deve ser submetida ao Estado e ao marido é exemplar desse processo de acumulação primitiva. Ao lado desta, está a figura de Calibã, personagem shakespeareana responsável por expressar a luta anticolonial. Eu me valho da presença dessa figura na obra de Federici para refletir sobre a existência trágica, e anticolonial, do artista indígena contemporâneo Jaider Esbell. |
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