The"other's" voice in literature: Proust
No universo do romance de Marcel Proust,"Em Busca do Tempo Perdido", universo inteiramente subssumido numa voz narrativa, o sentido insiste em correr por fora do discurso, paradoxalmente. No romance, todos os personagens mentem, porque na linguagem estamos, sempre, todos deslocados. O sent...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 1994 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Psicologia USP (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/34489 |
| Acceso en línea: | https://www.revistas.usp.br/psicousp/article/view/34489 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Literatura Linguagem Crítica literária Mentira Proust Marcel 1871-1922 Literature Language Literary criticism Lie |
| Sumario: | No universo do romance de Marcel Proust,"Em Busca do Tempo Perdido", universo inteiramente subssumido numa voz narrativa, o sentido insiste em correr por fora do discurso, paradoxalmente. No romance, todos os personagens mentem, porque na linguagem estamos, sempre, todos deslocados. O sentido surge de desvios intrínsecos ao discurso: lapsos. Será que por essa via se forja uma abertura da escuta ao Outro? Ou será que essa via denuncia a recusa obstinada da orelha em perceber novas formas, uma resistência à voz do Outro, na exata medida em que esse outro conta? Será que uma poética da mentira se institui porque o outro existe? A modernidade literária, aqui representada por Proust, faz desse ardil da linguagem um modo de tornar a obra um problema. |
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