Raízes negras em terras dos sertões da Bahia: famílias e comunidades de africanos a quilombolas (Urubu, 1870-1930)
Este estudo trata das experiências de vida familiar e social de africanos e seus descendentes, escravizados, libertos e livres, no processo de formação de comunidades negras rurais no interior de fazendas pecuaristas do sertão do São Francisco, tendo como recorte espacial a freguesia e a comarca de...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2022 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFBA |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/36885 |
| Online Access: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/36885 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA Africanos Libertos Famílias Comunidades negras e quilombolas Sertão do São Francisco. Africans Freeman Families Black and Quilombolas Communities São Francisco’s Backlands |
| Summary: | Este estudo trata das experiências de vida familiar e social de africanos e seus descendentes, escravizados, libertos e livres, no processo de formação de comunidades negras rurais no interior de fazendas pecuaristas do sertão do São Francisco, tendo como recorte espacial a freguesia e a comarca de Santo Antônio do Urubu de Cima, na Bahia, entre os anos de 1870 a 1930. A pesquisa insere-se na conjuntura emancipacionista, com ampliação das lutas de escravizados em defesa de suas liberdades; as mudanças políticas com a abolição e o advento da República; e as recomposições das riquezas regionais frente às mudanças conjunturais. Nesse contexto, o Urubu pode ser definido como uma sociedade marcadamente rural com forte concentração de riquezas e de terras sob o domínio de ricos fazendeiros, onde os mais pobres enfrentaram sérias dificuldades nos arrimos da sobrevivência. Buscou-se analisar estratégias de lutas forjadas por indivíduos negros por espaços de autonomia que resultaram no acesso à terra e no seu usufruto costumeiro. Parte de leitura minuciosa de ampla e diversa documentação, quais sejam: inventários post-mortem, testamentos, processos cíveis, processos-crime, registros eclesiásticos (casamento, batismo e óbito), livros de razão de fazendeiro (registros contábeis), livros de viajantes e memorialistas, fotografias e fontes orais. Esse conjunto documental lança luzes para a compreensão da ocupação ancestral de terras por africanos, libertos e seus descendentes. O cruzamento das fontes manuscritas com as fontes orais, a partir da metodologia da ligação nominativa, possibilitou reconstituir genealogias familiares, as quais permitiram compreender o enraizamento de famílias negras do sertão em terras de antigos currais de gado por sucessivas gerações, o que culminou na formação de atuais comunidades quilombolas do Território Velho Chico. |
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