Estrutura da comunidade da mesofauna e macrofauna do solo em cafezais e em áreas de florestas adjacentes no bioma Mata Atlântica

O estado de Minas Gerais é o maior produtor nacional de café arábica. Grande parte dessa produção ocorre em sistemas de monocultura, o que contribui para um ambiente com restrição de diversidade de recursos alimentares e de micro habitats para os organismos benéficos do solo. As comunidades da mesof...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Vaz, Kátia Augusta Silva
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/59774
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/59774
Access Level:acceso restringido
Palabra clave:Ciência do Solo
Artrópodes
Biodiversidade
Coffea arabica
Monocultivo
Arthropods
Biodiversity
Monoculture
Descripción
Sumario:O estado de Minas Gerais é o maior produtor nacional de café arábica. Grande parte dessa produção ocorre em sistemas de monocultura, o que contribui para um ambiente com restrição de diversidade de recursos alimentares e de micro habitats para os organismos benéficos do solo. As comunidades da mesofauna e macrofauna habitam tanto o solo como a serapilheira, e, por meio de suas atividades, têm o potencial de alterar a estrutura do solo, realizando de forma direta ou indireta funções ecológicas e serviços ecossistêmicos. Alguns desses serviços, como a ciclagem de nutrientes, possuem uma íntima relação com a fertilidade do solo e consequentemente com a produtividade das culturas estabelecidas no sistema de cultivo. Diante do exposto, o objetivo geral deste estudo foi avaliar a estrutura da comunidade de mesofauna e macrofauna em áreas de café de maior e menor produtividade, utilizando áreas de florestas adjacentes como sistema referência. Este estudo foi conduzido no município de Santo Antônio do Amparo, Minas Gerais, Brasil. A amostragem foi realizada por meio de armadilhas de queda, tipo pitfall, iscadas com fezes humanas. A mesofauna e macrofauna amostrada foi classificada em níveis taxonômicos com classe e ordem. Coleoptera foi identificado até o nível de família e Araneae foi identificada em gêneros e morfoespécies. Modelos lineares generalizados (GLMs) foram estimados para avaliar o efeito da mudança no uso da terra sobre a diversidade das comunidades edáficas. Uma análise de redundância baseada em distância (dbRDA), seguida de seleção de variáveis, foi utilizada para avaliar mudanças na composição das comunidades entre os usos da terra. Análise de partição de variância (APV) foi usada para avaliar a contribuição das variáveis físico-químicas do solo e do uso da terra sobre a composição da mesofauna e macrofauna. Houve uma redução na abundância, riqueza e nos números de Hill 1 e 2 das comunidades de Coleoptera e Araneae com a conversão de floresta para cafezais. Entretanto, para a mesofauna e macrofauna geral do solo, foram observadas drásticas reduções na abundância da maioria dos táxons. A análise APV revelou uma forte influência do uso da terra sobre a estrutura de Coleoptera e da mesofauna e macrofauna. Contudo, para Araneae, a maior contribuição observada foi dos fatores combinados entre o uso da terra e variáveis ambientais. A análise dbRDA mostrou um claro padrão de separação entre a macrofauna amostrada nos cafezais de maior e menor produtividade e nas florestas adjacentes. A partir desse estudo, foi possível verificar que a macrofauna do solo teve uma composição distinta nos cafés de maior e menor produtividade e na floresta adjacente aos cafezais inseridos no bioma Mata Atlântica. Futuros estudos sobre as diferentes práticas de manejo nos cafezais serão valiosos, visto que os cafezais impactam a macrofauna e mesofauna do solo, e esta foi responsiva às diferentes produtividades dos cafezais, podendo ser um importante indicador de alterações do solo que possam estar influenciando na produtividade destes cafezais.