Variabilidade espaçotemporal da transmissão da radiação fotossinteticamente ativa em sistema silvipastoril.

Sistemas silvipastoris (SSPs), que combinam árvores com pastagens, são uma alternativa para recuperação de pastagens degradadas e para a intensificação do manejo. Nesses sistemas, o manejo das árvores é necessário para manter níveis adequados de incidência de radiação solar, associando produtividade...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: PEZZOPANE, J. R. M., MAIELLO, I. P., LAURENTI, N., BETTIOL, G. M., BOSI, C., BRUNETTI, H. B., GARCIA, A. R., BERNARDI, A. C. de C.
Tipo de recurso: capítulo de libro
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Repositorio:Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.alice.cnptia.embrapa.br:doc/1170691
Acceso en línea:http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1170691
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Interpolação
Espacialização
Geoprocessamento
Sistema integrado
Eucalyptus urograndis
Urochloa brizantha
Descripción
Sumario:Sistemas silvipastoris (SSPs), que combinam árvores com pastagens, são uma alternativa para recuperação de pastagens degradadas e para a intensificação do manejo. Nesses sistemas, o manejo das árvores é necessário para manter níveis adequados de incidência de radiação solar, associando produtividade das pastagens e conforto térmico animal. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar variabilidade espaçotemporal da transmissão da Radiação Fotossinteticamente Ativa (RFA) em Sistema silvipastoril (SSP). O estudo foi desenvolvido na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, SP, em um sistema silvipastoril composto de pastagem capim Piatã, arborizada com árvores de eucalipto (clone GG100), plantadas em 2011 (espaçamento de 15 m × 2 m), desbastadas em 2016 (espaçamento de 15 m × 4 m) e desbastadas novamente em 2019 (espaçamento de 30 m × 4 m). O experimento foi dividido em três fases, de acordo com a diferença de espaçamento entre as árvores: Fase 1 (2013-2016), Fase 2 (2016-2019) e Fase 3 (2019-2022). A incidência de RFA sobre a pastagem foi obtida no SSP de maneira contínua, entre 2013 e 2022, com sensores quânticos acoplados a um datalogger. No SSP, as observações foram realizadas em posições perpendiculares ao renque de árvores. As transmissões nos diferentes pontos do SSP foram obtidas pela relação entre a incidência da RFA em cada ponto do SSP. Com os dados de transmissão da RFA, foram realizadas interpolações espaçotemporais, com a técnica do vizinho mais próximo, em bases mensais comparativas para as três fases do experimento. Dessas imagens, foram obtidas estatísticas da transmissão média da RFA no período de outubro a março pela técnica estatística zonal. Os resultados evidenciaram que, no período de primavera e verão, as menores transmissões ocorreram próximo ao renque das árvores, e que, no período de outono e inverno, baixas transmissões ocorreram na maior parte do sistema, em função da orientação das linhas de árvores. Após os desbastes ocorridos em 2016 e 2019, ocorreu um aumento na transmissão de RFA no SSP, especialmente no primeiro período de primavera-verão, que foi reduzindo-se ao longo dos anos, em função da influência do crescimento das árvores no sombreamento. As médias de transmissão da RFA nos períodos de outubro a março foram de 60,8% a 45,4% na Fase 1, de 63,6% a 48,9% na Fase 2 e de 72,2% a 65,1% na Fase 3. Dessa maneira, a técnica de interpolação espaçotemporal permitiu a caracterização da transmissão da radiação fotossinteticamente ativa em sistema silvipastoril, a qual auxiliará no manejo do componente arbóreo.