Antifragilidade Democrática:: uma análise sobre a marcha democrática contemporânea e o ciclo comportamental popular nas democracias atuais

O termo antifragilidade, criado pelo filósofo libanês Nassim Nicholas Taleb, e empregado na construção de cenários econômicos, também pode ser utilizado para uma melhor compreensão da marcha democrática contemporânea, marcada por crise na representatividade política, em especial na democracia brasil...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Luiz de Mendonça Augusto, Gabriel, Alem Mello Ferreira, Rafael
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Instituto Vianna Júnior (IVJ)
Repositorio:Vianna Sapiens
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.viannasapiens.emnuvens.com.br:article/671
Acceso en línea:https://www.viannasapiens.com.br/revista/article/view/671
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Democracia
Antifragilidade
Estado
Eleitorado
Descripción
Sumario:O termo antifragilidade, criado pelo filósofo libanês Nassim Nicholas Taleb, e empregado na construção de cenários econômicos, também pode ser utilizado para uma melhor compreensão da marcha democrática contemporânea, marcada por crise na representatividade política, em especial na democracia brasileira e na norte-americana, que relevaram através dos resultados das últimas eleições uma preferência popular por candidatos nada convencionais, senão exóticos, e que após eleitos parecem não sustentar a predileção do seu eleitorado em razão das suas características pessoais que muito dizem respeito a forma pela qual conduzem suas políticas e governos. A antifragilidade seria então a característica oposta á fragilidade, ou melhor dizendo, seria uma fragilidade reversa, algo ainda sim diferente dos conceitos já conhecidos de resiliência, resistência, solidez, inquebrável e robustez, pois estes últimos teriam a capacidade de resistir a choques e ao tempo, permanecendo inalterados em sua composição, enquanto o conceito de antifragilidade quer nos dizer mais, referindo-se então a ideia de algo que não apenas suporta o choque, mas de algo que se beneficia da crise e de cenários caóticos para se tornar melhor, ou seja, se fortalece na adversidade. Assim, o presente artigo busca construir o entendimento através da reflexão de que o conceito de antifragilidade seria perfeitamente adequado para justificar, ou ao menos ajudar a melhor compreender o fenômeno democrático contemporâneo marcado por uma de crise de representatividade política, visto que não se vislumbra mais a relação de confiança e fidelidade entre os eleitores e os partidos políticos, o que é evidente pela maneira diferenciada pela qual o eleitorado tem se comportado em cada eleição, inclusive com o aumento de eleitores que não se identificam com partido algum.