Uso de vinhaça como meio de cultivo de microalgas e obtenção de biomoléculas de interesse biotecnológico.
A vinhaça é o principal resíduo da produção de biocombustível a partir da cana-de-açúcar. É produzida, em média, na proporção de 13 L para cada 1 L de etanol gerado em uma biorrefinaria. Trata-se de uma suspensão aquosa de sólidos orgânicos e minerais, não eliminados durante a destilação. Uma das ca...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-20122022-083145 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-20122022-083145/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Bioprocess bioprocessos Bioremediation Coelastrella biomass Lipídeos Lipids Microalgae Microalgas Vinasse Vinhaça |
| Sumario: | A vinhaça é o principal resíduo da produção de biocombustível a partir da cana-de-açúcar. É produzida, em média, na proporção de 13 L para cada 1 L de etanol gerado em uma biorrefinaria. Trata-se de uma suspensão aquosa de sólidos orgânicos e minerais, não eliminados durante a destilação. Uma das características principais desta mistura é que suas propriedades físico-químicas e concentração de substâncias dissolvidas, é considerada altamente nociva à fauna, flora, microfauna e microflora das águas doces. Com isto, o descarte deste resíduo deve levar em conta diversos fatores, como a quantidade de carbono dissolvido nesta mistura, ou uma concentração de compostos orgânicos, que pode alcançar até cem vezes mais do que aquela observada no esgoto doméstico. Outra possibilidade, além do descarte, é o uso da vinhaça para o cultivo de microalgas, que apresenta vantagens como tratar o resíduo e economizar com a produção de meio de cultura. Além disso, há a possibilidade de produção de biomassa e biomoléculas de valor agregado. Visando explorar essa questão, esse trabalho foi realizado em 3 etapas: 1° selecionar cepa adaptável a presença de efluente e identificá-la; 2° investigar a produção de biomassa em concentrações diferentes de vinhaça em meio sintético e a produção de lipídeos; 3° Avaliar parâmetros físico-químicos a fim de investigar o potencial da cepa selecionada em tratar a vinhaça de etanol a partir de cana-de-açúcar. A adaptação e análise de crescimento da cepa foi realizada a partir da biomassa produzida chegando a taxas de crescimento iguais a 0,0264h-1 e 0,0276h-1 com concentrações de 20% e 30% de vinhaça, respectivamente. A produção de lipídeos totais foi de 20,13% e 51,60%, também em 20% e 30% de vinhaça, respectivamente, e ambos os perfis de ácidos graxos apresentaram maiores concentrações de ácidos graxos saturados, sendo significativo para produção de biodiesel. Foram analisados parâmetros como nitrogênio, fósforo e DQO, que demonstraram a capacidade do cultivo de Coelastrella sp. em tratar a vinhaça, reduzindo 100% do nitrogênio amoniacal, 95,8% de fósforo e 49,82% de DQO. |
|---|