As teorias lingüísticas da espacialidade: uma agenda dialetológica na gramatização do português do Brasil
Este trabalho é fruto da pesquisa de doutoramento em Lingüística junto ao IEL/Unicamp, na área de História das Idéias Lingüísticas, e propõe a discussão da temática da espacialidade na Lingüística Brasileira e seu funcionamento na relação língua/sujeito/estado num período que vai do final do século...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2012 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFMS |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufms.br:123456789/2800 |
| Online Access: | https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/2800 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Dialetologia Lingüística Língua Portuguesa Dialectology Linguistics Portuguese Language |
| Summary: | Este trabalho é fruto da pesquisa de doutoramento em Lingüística junto ao IEL/Unicamp, na área de História das Idéias Lingüísticas, e propõe a discussão da temática da espacialidade na Lingüística Brasileira e seu funcionamento na relação língua/sujeito/estado num período que vai do final do século XIX a meados do século XX. Trabalhamos dentro de uma perspectiva discursiva, ou como diz Orlandi (2001), aquela que pensa a língua em sua história e seu funcionamento. Iniciamos nossa discussão utilizando as considerações de Auroux (2009) sobre o processo de gramatização e sobre os instrumentos tecnológicos deste processo, como os dicionários e as gramáticas. Tentamos investigar como estas tecnologias lingüísticas produzem discursos num determinado espaço-tempo, e como estes discursos se relacionam para a constituição de uma dada língua. Serão proveitosas para esta investigação as reflexões feitas em Orlandi (2001). Duas sensíveis complementações às pesquisas iniciadas por Auroux com o grupo da França são desenvolvidas pelo grupo de pesquisa aqui do Brasil. De um lado a necessidade de, em face da própria realidade Brasileira, rever o lugar da constituição de uma língua nacional e seus sujeitos agora em um ambiente de colonização, e de outro agregar as chamadas novas práticas de leitura, propostas pela análise de discurso francesa e que trabalham de maneira característica a construção de arquivos, ou seja, a leitura da história, sua interpretação. Funcionando dentro de uma política de línguas, é a partir deste discurso sobre a espacialidade brasileira que poderemos pensar numa série de práticas que vão afastar a Língua portuguesa falada no Brasil da de Portugal, e, mais tarde, tentar confirmar a unidade de uma língua nacional. Contraditoriamente, é a partir desta mesma unidade imaginária que as questões sobre a diversidade concreta da língua falada em território nacional vão surgir e ganhar força. |
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