Uso antenatal de corticosteróide e condições de nascimento de pré-termos nos hospitais da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais

Objetivos: avaliar o uso de corticosteróide antenatal (CA) nas mães e as suas repercussões nas condições de nascimento das crianças nascidas pré-termo nas oito unidades neonatais universitárias da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais. Métodos: estudo observacional do tipo coorte prospectivo. Foram...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Martinez, Francisco Eulógio, Mussi-Pinhata, Marisa Márcia, Linhares, Nelson José, Marba, Sérgio, A. Neto, Abimael, Procianoy, Renato Soibelmann, Uchôa, Natacha Toniazzi, Lopes, José Maria de Andrade, Bomfim, Olga, Leone, Cléa Rodrigues, Sadeck, Lilian dos Santos Rodrigues, Vaz, Flavio Adolfo Costa, Guinsburg, Ruth, Almeida, Maria Fernanda Branco de, Meneguel, Joice Fabíola, Miyoshi, Milton Harumi, Fiori, Renato Machado, Garcia, Tatiana T., Luz, Jorge Hecker, Trindade, Cleide Enoir Petean, Betlin, Maria Regina, Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2004
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/111603
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/111603
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Corticosteróides
Prematuridade
Antenatal glucocorticoids
Prematurity
Low birth weight
Descripción
Sumario:Objetivos: avaliar o uso de corticosteróide antenatal (CA) nas mães e as suas repercussões nas condições de nascimento das crianças nascidas pré-termo nas oito unidades neonatais universitárias da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais. Métodos: estudo observacional do tipo coorte prospectivo. Foram avaliadas 463 gestantes com idade gestacional (IG) entre 23 e 34 semanas e seus 514 recém-nascidos no período de 1 de agosto a 31 de dezembro de 2001. Os dados foram obtidos por entrevista materna, análise de prontuário e acompanhamento dos recém-nascidos, e analisados pelos testes do c2, Mann- Whitney, ANOVA e regressão logística múltipla, com nível de significância de 0,05. Resultados: 60,1% (282/463) das gestantes (variação de 12,5 a 87,3% entre as unidades) receberam ao menos uma dose de CA. A freqüência do uso de CA foi diretamente associada ao número de consultas de pré-natal, hipertensão materna e uso antenatal de tocolíticos. Quando as gestantes foram tratadas, os RN apresentaram maior peso de nascimento (1379±421 vs 1244±543 g), idade gestacional mais avançada (30,9±2,0 vs 29,5±3,5 semanas), melhores valores do escore de Apgar no 1º e 5º minuto e menor freqüência de intervenção na sala de parto. O uso de CA, a IG e o fato de ser pequeno para a IG melhoraram, de forma independente, as condições de nascimento. Conclusões: o uso de CA, na maioria dos centros, foi feito em freqüência abaixo da desejada e em metade das vezes de forma inadequada. O tratamento foi mais aplicado a mães com melhor acompanhamento durante o pré-natal e foi associado com melhores condições de nascimento.