Comicidade e identidade na obra musical de Tião Carreiro: pagode de viola, cultura e identidade caipira no século XX

O presente trabalho objetivou dissertar sobre aspectos culturais, sociais e científicos que a canção popular permite indagar. Tendo como objeto/fonte documental parte da obra musical de Tião Carreiro, tido como o criador de um gênero popularmente conhecido como pagode de viola, empreendemos uma anál...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Manoel, Diogo Silva [UNESP]
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositório:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/144692
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11449/144692
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Tião Carreiro
Música caipira
Identidade
Comicidade
Descrição
Resumo:O presente trabalho objetivou dissertar sobre aspectos culturais, sociais e científicos que a canção popular permite indagar. Tendo como objeto/fonte documental parte da obra musical de Tião Carreiro, tido como o criador de um gênero popularmente conhecido como pagode de viola, empreendemos uma análise do cômico cristalizado em suas canções como sendo vetor de identidade cultural caipira. Emblemático representante da música caipira e sertaneja, o cancionista é considerado o mais importante violeiro de todos os tempos. Influenciados pelo campo científico “história e música” para pensar a leitura e investigação da canção como documento histórico e, inspirados pelos Estudos Culturais para indagar as posições de sujeitos ou identidades na contemporaneidade, foi feito um percurso analítico buscando ressaltar elementos da cultura caipira e seus modos de vida emanados pelas canções. No repertório também percebe-se refletida a condição de trânsito que sofria o Brasil entre rural e urbano, consequência de aspectos da modernidade em avanço. As transformações socioculturais nos meios de vida das populações caipiras inspiraram por elas mesmas a manutenção e o perpetuamento de uma identidade de pertencimento com forte evocação de ruralidade, como se evidencia no repertório analisado. Para tanto, valeu-se da apropriação de conceitos estabelecidos por Antonio Candido para melhor compreender o universo cultural desse ator social e cultural do Brasil do século XX.