Crítica da função social do microcrédito: ideologia do empreendedor e empoderamento
Esta tese procura desenvolver os conceitos de empreendedor e de empoderamento e associá-los ao incentivo de tomada de microcrédito para que este tenha uma função social, qual seja a de erradicar a pobreza e o desemprego. Desenvolvemos a hipótese de que a utilização do conceito de empreendedor e empo...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/193449 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/193449 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Microcrédito Empoderamento Empreendedor Conscientização Empowerment Microcredit Entrepreneur Awareness |
| Resumo: | Esta tese procura desenvolver os conceitos de empreendedor e de empoderamento e associá-los ao incentivo de tomada de microcrédito para que este tenha uma função social, qual seja a de erradicar a pobreza e o desemprego. Desenvolvemos a hipótese de que a utilização do conceito de empreendedor e empoderamento são aspectos ideológicos que não cumprem com os objetivos do microcrédito de possuir uma função social e de erradicar a pobreza e o desemprego. Para isso, descrevemos historicamente o desenvolvimento do conceito de empreendedor e o associamos à concepção de Schumpeter sobre o termo para poder situá-lo no campo científico. O mesmo método é utilizado para o empoderamento, partindo das lutas por direitos civis dos negros norte-americanos e da etimologia da palavra empowerment para apresentar a hipótese de que o termo empoderamento, em suas mais diversas versões, nada tem de emancipação e autonomia, como pregam seus utilizadores (governos e movimentos sociais). Para isso, associamos o conceito de empowerment ao de conscientização desenvolvido por Paulo Freire para apresentar o aspecto ideológico do empoderamento. A literatura sobre microcrédito no Brasil não permite uma análise crítica e realista, ou seja, de acesso a crédito por parte daqueles que são classificados como vulneráveis sociais, “novos pobres” e pobres. Destarte, quanto se associa o acesso ao microcrédito como forma de empreendedorismo e empoderamento, governos e movimentos sociais apenas usam de uma retórica ideológica para manter a tensão poder/impotência entre os que oferecem a solução e aqueles que dela necessitam. Por fim, a hipótese de que não existe uma função social do microcrédito pautado no empreendedor e empoderamento é apresentada. |
|---|