Modelos para expressar a densidade da madeira, biomassa e carbono de florestas nativas em Minas Gerais

As florestas nativas desempenham importantes serviços à sociedade, entre eles, o sequestro e estoque de carbono pela biomassa dos seus diversos compartimentos. Conhecer a dimensão desse serviço é desafiador, porém necessário, frente aos atuais cenários de mudanças climáticas, pois ajudam a entender...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Páscoa, Kalill José Viana da
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/28977
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/28977
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Energia de Biomassa Florestal
Florestas – Alometria
Biomassa florestal
Serviços ambientais
Sequestro de carbono
Forests – Allometry
Forest biomass
Ecosystem services
Carbon sequestration
Descripción
Sumario:As florestas nativas desempenham importantes serviços à sociedade, entre eles, o sequestro e estoque de carbono pela biomassa dos seus diversos compartimentos. Conhecer a dimensão desse serviço é desafiador, porém necessário, frente aos atuais cenários de mudanças climáticas, pois ajudam a entender o papel das florestas na regulação dos teores de CO2 na atmosfera e justificar a importância da sua preservação. Conhecer o estoque de carbono de uma floresta depende do conhecimento da sua biomassa, que consequentemente depende da variação da densidade básica da madeira.Nesse cenário, o objetivo desse trabalho foi realizar um amplo estudo da amostragem e cálculo da densidade da madeira de árvores nativas, da modelagem da biomassa e da espacialização do carbono estocado nos remanescentes florestais da bacia hidrográfica do Rio Grande, estado de Minas Gerais, Brasil. A análise da amostragem, visando estudos da densidade básica da madeira, indica que a partir de 30 árvores ocorre a estabilização do coeficiente de variação, dessa forma, amostras menores deveriam ser evitadas.O valor médio da densidade básica da madeira de uma árvore está altamente correlacionada com a densidade observada a 25 e 50% da altura, o que é um bom indicador para amostragens não destrutivas. A biomassa total das árvores amostradas, indicam que, em média, 55,7% está alocada no fuste; 24,5% nos galhos grossos; 13,7% nos galhos finos e 6,6% nas folhas. A biomassa total se mostrou bastante correlacionada com os valores de diâmetro, altura total, área de copa e densidade básica da madeira, onde os modelos que utilizaram essas variáveis de forma conjunta apresentaram ótimos resultados. As estimativas de estoque de carbono para a bacia foram de 118,8 Tg, o que equivale a 436,0 Tg de dióxido de carbono, com um valor de mercado de R$ 13,4 bilhões. Os maiores valores médios foram encontrados na fitofisionomia Ombrófila (90 Mg ha-1) e menores no Cerrado (30 Mg ha-1), como esperado. A floresta Ombrófila se caracteriza como um tipo vegetacional pertencente ao bioma da Mata Atlântica que se destaca por apresentar componente arbóreo alto e denso, com sub-bosque bem povoado, enquanto o Cerrado é um tipo de vegetação xeromorfa que se desenvolve em solos pobres com porte variando desde um estrato gramíneo até um estrato arbóreo de troncos tortuosos. Em relação aos valores totais, o bioma Mata Atlântica (Ombrófila e Semidecídua) estoca 57,9% do carbono e o Cerrado 31,8%. Desse total, 84% estão em florestas localizadas em propriedades privadas, contra 16% em unidades de conservação. Do carbono estocado nas propriedades privadas, 62% está em pequenas propriedades, 24,7% em médias e 13,3% em grandes propriedades, demostrando a importância da conservação desses remanescentes, por meio da redução do desmatamento e do aumento da área florestal.