Avaliação das infecções por Babesia e Ehrlichia em cães e das infecções humanas por carrapatos oriundos desses cães no município de Campinas, Estado de São Paulo

A Babesiose canina é uma doença parasitária cujos agentes são transmitidos por carrapatos. A infecção pelo gênero Babesia compromete múltiplos órgãos, e a severidade das manifestações é dependente da intensidade da hemólise promovida pelo hemoparasitas, e da susceptibilidade do hospedeiro. A erliqui...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Benigno, Raimundo Nonato Moraes, Rodrigues, Bárbara da Costa Reis, Serra-Freire, Nicolau Maués da
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/19536
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/19536
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Parasitologia
Babesiose
Erliqiose
Cães
Campinas
Descripción
Sumario:A Babesiose canina é uma doença parasitária cujos agentes são transmitidos por carrapatos. A infecção pelo gênero Babesia compromete múltiplos órgãos, e a severidade das manifestações é dependente da intensidade da hemólise promovida pelo hemoparasitas, e da susceptibilidade do hospedeiro. A erliquiose canina é doença causada por bactérias Gram-negativas que acomete, principalmente, os canídeos e o homem. Ehrlichia canis é o agente mais comum, e causa a forma mais severa da doença, chamada de Pancitopenia tropical canina. Os agentes destas hemoparasitoses são transmitidos por Riphicephalus sanguineus que, no Brasil, já foi descrito em humanos. O presente estudo propôs-se a desenhar o perfil clínico dos cães domiciliados no município de Campinas (SP), em infecções simples e múltiplas para os bioagentes Babesia spp. and Ehrlichia sp., e estimar o risco de infecção humana por estes bioagentes transmitidos por carrapatos oriundos dos cães. De 1.593 cães atendidos em clínicas veterinárias no período de janeiro a dezembro de 2008, foram avaliados 744 cães de diversas raças e idades, ambos os sexos, considerados suspeitos para hemoparasitoses. Em 2009 foram examinados 319 carrapatos removidos de 106 pessoas que trabalhavam em clínicas veterinárias, ou que cuidavam dos cães em moradias humanas na periferia de Campinas, identificando-os e pesquisando se estavam ou não infectados pelos hemoparasitos. A metade dos animais atendidos nas duas clínicas apresentou suspeita clinica de infecção por Babesia spp. e Ehrlichia sp., sendo a maioria procedente da periferia da cidade de Campinas. O coeficiente de prevalência foi de 9,95%, predominando no quadro clínico os sinais de esplenomegalia e emagrecimento progressivo, sendo os cães da raça poodle os mais acometidos, assim como os animais machos, com raça definida e idades acima de um ano. As infecções dos cães por Babesia spp., foi dominante, assim como nos carrapatos retirados de humanos (CP = 9,09% para Babesia, e CP = 1,25% para Ehrlichia). O risco relativo foi de 0,49 vezes mais chance de infecção humana por carrapato entre as pessoas que trabalham ou cuidam dos cães.