Natalidade e educação: reflexões sobre o milagre do novo na obra de Hannah Arendt

Este ensaio estuda o conceito de natalidade na obra de Hannah Arendt, salientando sua fundamental importância para a concepção de educação da filósofa. Realçamos que a autora, cujo pensamento político recorre frequentemente às experiências da pólis grega e da república romana, ao refletir sobre a na...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Almeida, Vanessa Sievers
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Pro-Posições (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8642650
Acesso em linha:https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8642650
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Hannah Arendt. Educação. Natalidade. Agostinho
Educação
Descrição
Resumo:Este ensaio estuda o conceito de natalidade na obra de Hannah Arendt, salientando sua fundamental importância para a concepção de educação da filósofa. Realçamos que a autora, cujo pensamento político recorre frequentemente às experiências da pólis grega e da república romana, ao refletir sobre a natalidade, inspira-se preponderantemente em fontes cristãs, em particular na obra de Agostinho. Essa influência do pensamento cristão é pouco abordada pelos estudiosos da obra de Arendt. Nossa reflexão sobre essa inspiração sugere algumas perspectivas, pouco explicitadas pela própria autora, em relação a seu conceito de natalidade. Finalmente, procuramos compreender em que medida essa compreensão enriquecida pode acrescentar dimensões novas à abordagem da autora sobre educação.AbstractThis essay examines the concept of natality in the work of the philosopher Hannah Arendt, stressing its fundamental importance to her conception of education. We emphasize that the author – whose political thinking often uses the experiences of the Greek polis and the Roman republic – draws mainly on Christian sources when reflecting on natality, in particular the work of Augustine. This influence of Christian thought is rarely addressed by the ones who study Arendt’s work. Our reflection on this inspiration suggests some perspectives, minimally explained by the author herself, regarding her concept of natality. Finally, we seek to understand to what extent this amplified understanding may add new dimensions to the author’s approach on education.Key words Hannah Arendt. Education. Natality. Augustine