Aspectos da biologia social da vespa neotropical Mischocyttarus consimilis Zikán, 1949 (hymenoptera, Vespidae)

Este trabalho tem por objetivo estudar aspectos da biologia social da vespa Neotropical Mischocyttarus consimilis, dos quais especificamente compreendem: 1. descrever a fenologia das colônias; 2. descrever o modelo arquitetônico e padrão de construção de ninhos; 3. determinar a produtividade colonia...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Montagna, Thiago dos Santos
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Repositorio:Repositório Institucional da UFGD
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:prefix/250
Acesso em linha:http://200.129.209.58:8080/handle/prefix/250
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA::ZOOLOGIA APLICADA
Vespidae
Mischocyttarus consimilis
Fenologia
Phenology
Descrição
Resumo:Este trabalho tem por objetivo estudar aspectos da biologia social da vespa Neotropical Mischocyttarus consimilis, dos quais especificamente compreendem: 1. descrever a fenologia das colônias; 2. descrever o modelo arquitetônico e padrão de construção de ninhos; 3. determinar a produtividade colonial; 4. determinar o padrão de fundação e o sucesso colonial; 5. descrever a duração dos estágios imaturos e 6. descrever a duração dos estágios colonial e as flutuações na densidade de prole e adultos. As observações foram conduzidas nos próprios locais de nidificação. Os ninhos de M. consimilis apresentaram basicamente um único favo descoberto que se prende ao substrato por um único pedicelo. Dados arquitetônicos do ninho mostraram existir uma correlação significativamente positiva entre o tamanho do favo e diâmetro do pedicelo, e ainda entre o comprimento e largura das células. As nidificações ocorreram em substratos de plano horizontal, vertical e inclinado, sem existir aparentemente qualquer preferência por uma ou outra orientação específica. As colônias produziram em média 72,85 células e 40,71 adultos. A freqüência média de células produtivas foi de 33,27% e o número máximo de reutilizações foi em média 2,07 vezes. A duração média de todo o estágio imaturo foi de 69,73 dias, sendo que os estágios de ovo, larva e pupa tiveram duração média de 14,86, 36,03 e 18,84 dias, respectivamente. A duração de cada estágio imaturo foi significativamente menor na estação quente-úmida, e somente os estágios de larva e pupa foram menores durante o estágio colonial de pré-emergência. A periodicidade de fundação e abandonos de colônias seguiu um padrão assincrônico. A maior parte dos abandonos ocorreu por causas naturais e foram mais freqüentes no estágio colonial de pré-emergência. O ciclo colonial teve uma duração média próxima de oito meses, entretanto, algumas colônias tiveram duração acima de um ano. As colônias foram encontradas preferencialmente em edificações humanas e em locais abrigados, sem incidência direta de luz solar e água da chuva. As fundações de colônias ocorreram tanto por haplometrose quanto por pleometrose, sendo a primeira o padrão predominante. Nas fundações pleometróticas o número de fundadoras variou entre duas e seis.