AS POSSIBILIDADES DA REVOLUÇÃO CULTURAL: UM PARALELO ENTRE AS CONCEPÇÕES DE HERBERT MARCUSE E HENRI LEFEBVRE

O objetivo deste artigo é estabelecer uma relação entre as concepções de revolução cultural em Marcuse e Lefebvre, a partir da maneira como os dois filósofos visualizaram a revolução, no contexto do capitalismo. Os pontos de partida são: a crítica marcuseana ao caráter afirmativo da cultura e a crít...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: Fernandes, Paulo Irineu Barreto, Santos, Rosselvelt José
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Repositório:Caminhos de Geografia
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.www.seer.ufu.br:article/24258
Acesso em linha:https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/24258
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Herbert Marcuse
Arte
Revolução
Henri Lefebvre
Cotidiano
Ideologia
Descrição
Resumo:O objetivo deste artigo é estabelecer uma relação entre as concepções de revolução cultural em Marcuse e Lefebvre, a partir da maneira como os dois filósofos visualizaram a revolução, no contexto do capitalismo. Os pontos de partida são: a crítica marcuseana ao caráter afirmativo da cultura e a crítica de Lefebvre à ideologia capitalista. Defende-se a hipótese de que as razões que levaram Marcuse a se aproximar das manifestações artísticas revolucionárias foram as mesmas que fizeram Lefebvre se aproximar do estudo do cotidiano. Para realizar a pesquisa, a metodologia aplicada foi revisão de literatura e leitura de obras dos autores em que as questões propostas aparecem com mais frequência, a saber: o texto "33 teses", do livro Tecnologia, guerra e fascismo, os textos "A arte na sociedade unidimensional" e "Sobre o caráter afirmativo da cultura", de Marcuse e os textos "Filosofia e conhecimento do cotidiano", "Como nomear a sociedade atual?" e "Rumo a uma revolução cultural permanente", do livro A vida cotidiana no mundo moderno, de Lefebvre. Concluímos, provisoriamente, que enquanto em Marcuse a revolução cultural exige uma mudança na sensibilidade; em Lefebvre, a revolução cultural se dá no próprio processo do cotidiano.