Tolerância e potencial fitorremediador de Inga uruguensis e Inga fagifolia em solo contaminado por chumbo
O chumbo é um metal pesado não essencial, caracterizado como o principal contaminante do solo e considerado o segundo elemento mais ameaçador, ficando somente atrás do arsênio. Ainda assim, sua utilização é abrangente e envolve diversas atividades. Sua alta toxicidade pode inviabilizar a utilização...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/235325 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/235325 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Áreas contaminadas Fitoestabilização Leguminosas arbóreas Metal pesado Contaminated areas Heavy metal Leguminous trees Phytostabilization |
| Resumo: | O chumbo é um metal pesado não essencial, caracterizado como o principal contaminante do solo e considerado o segundo elemento mais ameaçador, ficando somente atrás do arsênio. Ainda assim, sua utilização é abrangente e envolve diversas atividades. Sua alta toxicidade pode inviabilizar a utilização de áreas onde estão presentes, gerando inúmeros prejuízos. Quando em contato com o organismo vegetal tende a provocar redução de crescimento e de biomassa, inibir a síntese de pigmentos fotossintetizantes, prejudicar a fotossíntese e provocar outras inúmeras disfunções bioquímicas e fisiológicas. A busca por técnicas que auxiliem na remoção de chumbo no solo se mostra urgente e necessária. A fitorremediação é uma alternativa que vem se mostrando eficiente, sustentável e economicamente viável. Leguminosas arbóreas possuem rápido crescimento e alta produção de biomassa, apresentando características favoráveis para serem utilizadas como fitorremediadoras, mas ainda assim, há uma restrição de estudos nessa área. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi avaliar o potencial fitorremediador de Inga fagifolia e Inga uruguensis, duas leguminosas arbóreas nativas, em solo contaminado com o chumbo e os possíveis efeitos desse metal nos parâmetros fotossintéticos de ambas as espécies. O solo, do tipo latossolo vermelho distrófico, foi contaminado artificialmente com acetato de chumbo (CH3COO)2 Pb, formando os tratamentos 100, 200, 300, 400 e 500 mg.dm-3, além do controle. Mudas de I. uruguensis e I. fagifolia foram transplantadas em vasos com capacidade de 2 litros, nos respectivos tratamentos, permanecendo por 8 meses. Os resultados mostraram que o chumbo não afetou a síntese de clorofila, exceto a clorofila a de mudas de Inga uruguensis expostas ao tratamento de 500 mg.dm-3. Os carotenoides mostraram um incremento progressivo em mudas de Inga fagigolia, conforme as doses de metal aumentaram, podendo indicar uma resposta frente ao estresse oxidativo provocado. Apesar da sua alta toxicidade o chumbo não afetou o crescimento da parte aérea das mudas. Ambas as espécies absorveram o referido metal, alocando-o majoritariamente em suas raízes, apresentando perfil de fitoestabilizadoras. Pode-se concluir que Inga uruguensis e Inga fagifolia apresentaram tolerância inicial ao chumbo, sendo I. uruguensis a espécie mais efetiva para sua remoção e a mais afetada em níveis fotossintéticos. O presente estudo apresenta uma perspectiva inicial do comportamento das duas leguminosas quando expostas ao chumbo, abrindo caminhos para que novas pesquisas que reforcem o potencial fitorremediador dessas espécies sejam realizadas. |
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