Malandragem e espaço urbano no conto “Paulinho Perna Torta” de João Antônio

O presente trabalho analisa o conto “Paulinho Perna Torta”, de João Antônio Ferreira Filho sob duas perspectivas principais, a saber, a da construção do conceito de malandragem e da internalização ficcional do espaço urbano ao redor, bem como do fato histórico que ocorre como pano de fundo da narrat...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Uchoa Neto, Airton
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/12652
Acceso en línea:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/12652
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Malandragem
Conte
Antônio,João,1937-1996 - Crítica e interpretação
Antônio,João,1937-1996 - Personagens - Malandros e vadios
Contos brasileiros - São Paulo
Espaços públicos - São Paulo
Descripción
Sumario:O presente trabalho analisa o conto “Paulinho Perna Torta”, de João Antônio Ferreira Filho sob duas perspectivas principais, a saber, a da construção do conceito de malandragem e da internalização ficcional do espaço urbano ao redor, bem como do fato histórico que ocorre como pano de fundo da narrativa, a destruição da antiga zona de prostituição de São Paulo e o aparecimento gradual da chamada Boca do Lixo. Percebe-se e compara-se estruturalmente o conto de João Antônio com o romance São Bernardo, de Graciliano Ramos. Além disse, procura-se localizar o conto de João Antônio dentro de sua própria obra, comparando esse conto selecionado com outros contos do mesmo autor, publicados antes e depois de “Paulinho Perna Torta”, e o lugar do próprio João Antônio na literatura brasileira a partir da fortuna crítica cotejada sobre o autor. O conceito de malandragem é evoluído a partir do conceito contido no clássico ensaio de Antonio Candido “Dialética da malandragem” e comparado com os de outros autores que também se debruçaram sobre o tema. Assim como também a questão do espaço urbano é discutida a partir de autores que tratam do tema da urbanização no Brasil. No caso específico da São Paulo dos anos de 1950, período no qual se passa a ação do conto. Também se buscou construir uma genealogia do discurso sobre a cidade a partir de cronistas importantes como João do Rio, Olavo Bilac, Mário de Andrade e Lima Barreto, até se chegar ao ponto em se encontra o próprio João Antônio.