Tiras cômicas: como podem ser lidas?

O objetivo desta pesquisa é refletir sobre como pode ocorrer a leitura de tiras cômicas e se há diferentes graus de compreensão. Os livros teóricos sobre quadrinhos afirmam que há certas convenções para a leitura de uma tira, como os quadrinhos serem lidos de cima para baixo e, no Ocidente, da esque...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sousa, Gabriela Silva Viana [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/69534
Acceso en línea:https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69534
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Quadrinhos
Tira cômica
Leitura
Sentido
Linguística Textual
Comics
Comic Strip
Reading
Textual Linguistics
Descripción
Sumario:O objetivo desta pesquisa é refletir sobre como pode ocorrer a leitura de tiras cômicas e se há diferentes graus de compreensão. Os livros teóricos sobre quadrinhos afirmam que há certas convenções para a leitura de uma tira, como os quadrinhos serem lidos de cima para baixo e, no Ocidente, da esquerda para a direita, mas com o gênero se tornando cada vez mais fluido, verificaremos se essa concepção ainda vale para todas as propostas de tiras cômicas. Acreditamos que uma pesquisa como essa seja importante para compreendermos como se realiza o processo para a construção de sentido durante a leitura. É possível que esse processo possa variar a cada pessoa ou formato do gênero. Assim, apesar de podermos chegar à mesma compreensão de um texto, podem-se fazer processos diferentes para chegarmos a ela. A pesquisa consistiu em um corpus com dez tiras cômicas selecionadas por suas características e especificidades. A reflexão foi ancorada na Linguística Textual e, para fundamentar a nossa discussão, valemo-nos de Cavalcante (2020), Koch (2010, 2015, 2015) e Marcuschi (2008), que abordam o processo de leitura dentro desse campo teórico. Da área dos Quadrinhos, trabalhamos com Ramos (2012) e Vergueiro (2012), estudiosos que propõem uma alfabetização nessa linguagem, e McCloud (2004) e Eisner (2010), quadrinistas que também teorizam sobre o processo de criação do gênero. É a partir desse arcabouço teórico que analisamos as tiras selecionadas e refletimos sobre os possíveis caminhos de leituras adotados para a compreensão delas.