Cenas da vida paulistana: jornalismo e romance no início do século XX
Esta tese de doutoramento investiga algumas das relações entre literatura e jornalismo nas primeiras décadas do século XX em São Paulo. A partir da leitura de três escritores com origens e trajetórias distintas, tanto na literatura quanto no jornalismo, buscou-se explorar, no seio da metropolização...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-22012025-094423 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-22012025-094423/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Brazilian novel Cidade de São Paulo City of São Paulo Jornalismo Journalism Literary historiography Modernidade, Historiografia literária Modernity Romance brasileiro |
| Sumario: | Esta tese de doutoramento investiga algumas das relações entre literatura e jornalismo nas primeiras décadas do século XX em São Paulo. A partir da leitura de três escritores com origens e trajetórias distintas, tanto na literatura quanto no jornalismo, buscou-se explorar, no seio da metropolização caótica pela qual passava a cidade, as afinidades e divergências que enformou social e esteticamente o fenômeno entre literatura e jornalismo, livro e jornal, bem como literato e jornalista. As primeiras décadas do século XX marcam a passagem de um jornalismo mais político e beletrista, de tradição francesa, para uma concepção americana, de cunho empresarial e caracterizado por um modelo de negócios baseado em anúncios, transformando a notícia em um produto a ser consumido. Parte da literatura da época, mais especificamente o romance, assimila, como é de sua natureza, e é assimilado por transformações radicais na organização da vida social de uma cidade que pretendia superar seu passado a todo custo, sempre em busca do progresso e dos signos da modernidade. Desse modo, tanto a literatura quanto a imprensa, compartilhando recursos e linguagens, modulou uma espécie de midiatização da vida com o avanço de um capitalismo ainda trôpego. Os escritores escolhidos para o estudo são José Agudo (pseudônimo de José da Costa Sampaio), Oswald de Andrade e Sylvio Floreal (pseudônimo de Domingos Alexandre). José Agudo nos sete romances publicados entre 1912 e 1920 são trabalhados de forma geral para dar uma noção de conjunto dos seus procedimentos, sobretudo no que diz respeito à convergência entre os suportes da imprensa e seus romances. Já Oswald de Andrade, não é visto pelo prisma vanguardista. Portanto, o romance em análise, Os condenados (1934), trilogia constituída ao longo de mais de uma década, é, geralmente, entendida por parcela significativa da crítica como um erro de percurso do escritor. Por fim, Sylvio Floreal em A coragem de amar (1924), romance que carrega contradições formais e discursivas, denota as características do período pela sua complexidade e acúmulos de tempos históricos e valores estéticos. Todos têm em comum a apropriação de recursos da escrita jornalística vigente |
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