DA NEGAÇÃO DO STATUS DE MULHER À MANIFESTAÇÃO DE UMA IDENTIDADE FELINA: AS CRÍTICAS A UMA TRADIÇÃO CULTURAL EM A CONFISSÃO DA LEOA, DE MIA COUTO

DA NEGAÇÃO DO STATUS DE MULHER À MANIFESTAÇÃO DE UMA IDENTIDADE FELINA: AS CRÍTICAS A UMA TRADIÇÃO CULTURAL EM A CONFISSÃO DA LEOA, DE MIA COUTOQuando se trata de tradições culturais e ancestralidade em África, muitas questões são encaradas sob o viés da aceitabilidade, da invariabilidade, mesmo da...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Barbosa Gomes, Celina de Oliveira, Adolfo, Sérgio Paulo
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2014
País:Brasil
Recursos:Uniabeu Centro Universitário (UNIABEU)
Repositório:E-scrita
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs2.abeu.local:article/1414
Acesso em linha:https://revista.uniabeu.edu.br/index.php/RE/article/view/1414
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Literatura; Literatura Africana; Literatura Moçambicana
tradição cultural e opressão; mulher; felina.
Opressão tradicional; relações de gênero; cultura moçambicana
Descrição
Resumo:DA NEGAÇÃO DO STATUS DE MULHER À MANIFESTAÇÃO DE UMA IDENTIDADE FELINA: AS CRÍTICAS A UMA TRADIÇÃO CULTURAL EM A CONFISSÃO DA LEOA, DE MIA COUTOQuando se trata de tradições culturais e ancestralidade em África, muitas questões são encaradas sob o viés da aceitabilidade, da invariabilidade, mesmo da inacessibilidade, justamente por serem estas antigas e fortemente representativas da população. No entanto, como ocorre, não só em África, mas em diferentes regiões do planeta, muitas destas tradições acabam por perpetrar manifestações um tanto quanto desumanas em relação a alguns indivíduos que estão sob a jurisdição desta, subjugando-os ao poder de seus pares, dentro de um mesmo contexto de atuação. Esta análise busca apresentar algumas críticas a uma tradição cultural moçambicana, contemplada no romance A confissão da leoa, de Mia Couto, a qual invalida o caráter humano da mulher, no que tange ao tolhimento de seus direitos de manifestação, de propensão ao erro, de diferenciar-se do homem, de ter individualidade, bem como, da posse de seu próprio corpo, instigando uma identidade felina defensiva, que vai se manifestar por ataques misteriosos de leoas contra as mulheres da aldeia Kulumani, a fim de dizimar as possibilidades de procriação e de perpetuação da subordinação feminina. Para isto, serão relacionados conceitos propostos por Bosi (1996), Hobsbawn e Ranger (2002), Silva e Silva (2009), Serrano e Waldman (2010) e Garcia (2012).