Avaliação dos perfis sorológico e sócio-demográfico dos receptores de sangue do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco - UPE
A triagem sorológica em doadores de sangue não possibilita segurança de 100% quanto à possibilidade de transmissão de agentes infecto-contagiosos. Apesar da obrigatoriedade da realização de testes para sífilis, hepatite B e C, HIV, doença de Chagas, HTLV I/II e malária nas áreas endêmicas, em todas...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2004 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/62172 |
| Acceso en línea: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/62172 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Transfusão de sangue Receptor Hemoterapia Blood transfusion Receiver Hemotherapy Transfusión de sangre hemoterapia Transfusion sanguine Destinataire Hémothérapie |
| Sumario: | A triagem sorológica em doadores de sangue não possibilita segurança de 100% quanto à possibilidade de transmissão de agentes infecto-contagiosos. Apesar da obrigatoriedade da realização de testes para sífilis, hepatite B e C, HIV, doença de Chagas, HTLV I/II e malária nas áreas endêmicas, em todas as unidades de sangue coletadas no Brasil, não se conhece o perfil pré-transfusional da população de receptores de sangue, em especial do receptor eventual. O objetivo do presente trabalho foi avaliar os perfis sorológico e sócio-demográfico dos receptores de sangue (RS) internados no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) da Universidade de Pernambuco-UPE. O estudo foi realizado nos RS (n=172) no período de fevereiro a maio de 2003, quando os pacientes foram submetidos ao instrumento de coleta de dados. O trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães-CPqAM. A sorologia foi realizada na Fundação Hemope, e as amostras foram submetidas aos mesmos testes utilizados para triagem dos doadores de sangue (T. pallidum, T. cruzi, HIV, HCV, HBV e HTLV I/II). Os RS que apresentaram reação positiva foram divididos em três grupos: grupo 1 (G1), nunca receberam sangue; grupo 2 (G2), politransfundidos; e grupo 3 (G3), receptores eventuais de sangue. O perfil sócio-demografifico de 172 receptores de sangue do HUOC mostrou que a idade média foi de 32,2 anos, 46,5% do sexo masculino e 53,5% feminino, 43,0% casados, 37,0% solteiros, 20,0% outros. Quanto ao grau de escolaridade, 65,3% tinham ensino fundamental. Apenas 22,6% residiam na cidade do Recife e 49,1% eram oriundos de outros municípios e estados do Brasil, e 57,2% não estavam exercendo atividade trabalhista. O estudo sorológico pré-transfusional, realizado em 159 RS, mostrou que 62 desses indivíduos apresentaram reatividade para uma ou mais das doenças transmissíveis por sangue – 10 (13,3%) foram positivos para T. pallidum, 4 (5,3%) para T. cruzi, 23 (30,7%) para HIV, 7 (9,3%) para HCV e 31 (41,4%) para HBV. Nenhuma reação foi observada para HTLV I/II. A positividade para os grupos foi: 38 (62,3%) do G1, 2 (3,3%) do G2 e 21 (34,4%) do grupo G3. Vários RS (n=33) não tinham conhecimento do seu estado sorológico prévio à transfusão: 19 (57,6%) do G1, 2 (100%) do G2, e 12 (63,2%) do G3. Estes fatos apontam para a necessidade da criação de mecanismos capazes de detectar nos receptores, antes da transfusão, a presença de agentes patógenos transmissíveis por sangue. Isso minimizaria o risco de co-morbidade e respaldaria o Estado e os serviços de hemoterapia quanto à presença desses agentes nos receptores, anteriores a transfusão. |
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