A insurgência das sujeitas e dos sujeitos periféricos contra as desigualdades sociais: a cultura como instrumento político de transformação

Os territórios periféricos, ou periferizados, são estigmatizados desde suas formações, sendo relegados à exclusão e à marginalização. Os sujeitos periféricos se colocam na trincheira das lutas por justiça social, se configurando em importantes atores de mobilização de mudanças nas realidades desses...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Oliveira, Erineide Souza de
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-22012025-174404
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-22012025-174404/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Art
Arte
Cultura
Culture
Desigualdade
Inequality
Insurgência
Insurgency
Interdisciplinaridade
interdisciplinarity
Periferia
Periphery
Descrição
Resumo:Os territórios periféricos, ou periferizados, são estigmatizados desde suas formações, sendo relegados à exclusão e à marginalização. Os sujeitos periféricos se colocam na trincheira das lutas por justiça social, se configurando em importantes atores de mobilização de mudanças nas realidades desses territórios. A despeito de todas as dificuldades colocadas para essas populações é imprescindível destacar características fundamentais nos sujeitos periféricos. A arte se impõe como instrumento fundamental de inserção dos sujeitos na cena cultural e social, vez que se caracteriza, fundamentalmente, por sua função promotora de reflexões e de visão social crítica. A arte engajada e a criticidade contida nas produções artísticas são necessárias para alcançar os cidadãos que, munidos de energia social e cultural, se configuram como agentes de mudança, de desenvolvimento, de trocas potentes e de filiação de outros sujeitos. Os dados de distintos institutos de pesquisa apontam para a ineficiência dos equipamentos públicos e de cobertura de oferta de saúde, lazer e educação nos territórios periféricos. Há um número expressivo de trabalhadores informais e de desemprego. Essa realidade impacta nos acessos a bens e serviços e diminui, sobremaneira, as oportunidades de avanços e de mobilidade social dos sujeitos dessas localidades. Assim, cresce a necessidade de encontrar alternativas para aplacar as carências enfrentadas por essas populações que se insurgem contra as desigualdades, sendo os próprios sujeitos periféricos buscadores de saídas e possibilidades de mitigar ou de resolver as questões surgidas. A luta por dignidade, respeito e visibilidade, pelas populações periféricas, é constante e não encontra outro caminho que não seja para frente, seguindo obstinados e seguros de que há risco, mas há riso, há esperança de mudança, há restrições postas, mas há uma fenda no tecido social que será penetrada com engenho e arte