Detecção molecular da viabilidade de Mycobacterium leprae em animais silvestres e possível associação na manutenção da transmissão da doença em região hiperendêmica da Amazônia Meridional
As bactérias Mycobacterium leprae e mais recentemente Mycobacterium lepromatosis são os agentes etiológicos da hanseníase que causam sérios danos neuromotores e podem evoluir para incapacidades irreversíveis. A incidência de casos novos de hanseníase em todo o mundo foi de 2.77/100 mil habitantes. N...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/181068 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/181068 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Epidemiologia molecular Genes 16S rRNA e RLEP Mycobacterium leprae Mycobacterium lepromatosis Zoonoses Molecular epidemiology 16S rRNA and RLEP genes |
| Resumo: | As bactérias Mycobacterium leprae e mais recentemente Mycobacterium lepromatosis são os agentes etiológicos da hanseníase que causam sérios danos neuromotores e podem evoluir para incapacidades irreversíveis. A incidência de casos novos de hanseníase em todo o mundo foi de 2.77/100 mil habitantes. No Brasil, em 2016, foram 2.665 casos somente do Estado de Mato Grosso na Amazônia Meridional, esses valores representam 88,9/100 mil habitantes no índice geral de detecção para a hanseníase. Foram capturados animais silvestres naturalmente infectados por Mycobacterium leprae e Mycobacterium lepromatosis das Ordens Cingulata, Didelphimorphia, e Rodentia, todos estavam em fragmentos florestais próximos a grupos humanos. Um total 327 amostras de biópsias foram avaliados, dos quais recuperou-se 254, sendo 187 amostras de orelhas, 77 baço, e 63 fígado de 187 animais silvestres das Ordens Cingulata, Rodentia e Didelphimorphia. Após extraídos DNA e RNA de baço, fígado, e orelha, foram avaliados por qPCR para os genes RLEP (enumerador) e 16S rRNA (viabilidade). Três gêneros apresentaram positividade nas orelhas para ambos os genes RLEP e 16S rRNA, sendo 18% para Dasypus (Cingulata), 60% para Proechimys (Rodentia) e 64% para Marmosa (Didelphimorphia). Enquanto que nos testes utilizando PCR multiplex obteve-se 12 amostras positivas para o gene henM referente a Mycobacterium lepromatosis, dos 13 gêneros avaliados apenas Proechimys e Marmosa apresentaram presença para o bacilo. A presença frequente do homem nos fragmentos florestais onde foram encontrados animais silvestres positivos para M. leprae ou Mycobacterium lepromatosis, aumenta a possibilidade do risco de uma infecção zoonótica. Tendo em vista que a metodologia de qPCR por meio do gene 16S rRNA foi efetiva para demonstrar a presença de M. leprae viável em animais silvestres. |
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