Estratégias e políticas públicas para promoção da internacionalização do ensino superior do Brasil
A internacionalização do Ensino Superior (ES) é um processo mundial crescente desde a década de 1990, provocado e estimulado pela globalização das interações políticas, econômicas, institucionais e sociais entre os países. Essa pesquisa verifica as estratégias e políticas públicas adotadas, nos níve...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Goiás (UFG) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UFG |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.bc.ufg.br:tede/7516 |
| Acesso em linha: | http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/7516 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Políticas públicas Internacionalização do ensino superior Cooperação internacional Programa ciência sem fronteiras Public policies Internationalization of higher education International cooperation Science without borders program CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA |
| Resumo: | A internacionalização do Ensino Superior (ES) é um processo mundial crescente desde a década de 1990, provocado e estimulado pela globalização das interações políticas, econômicas, institucionais e sociais entre os países. Essa pesquisa verifica as estratégias e políticas públicas adotadas, nos níveis nacional e setorial, para a promoção da internacionalização do Ensino Superior do Brasil, percorrendo o período de 1960 até os dias atuais, chegando ao Programa Ciência sem Fronteiras. O objetivo dessa investigação consiste em compreender os processos de internacionalização e de formulação de políticas públicas para a internacionalização do ES e discutir acerca da efetividade dessas políticas dentro do modelo de Estado “gerencialista” e democrático brasileiro. A metodologia desse trabalho conta com a revisão sistemática da literatura acerca do estado da arte da internacionalização do ES e da literatura sobre políticas públicas com ênfase no ciclo das políticas e na importância das etapas de formulação, implementação e avaliação, além de contar com a análise de documentos oficiais, produzidos por agências internacionais, como UNESCO e OCDE, e nacionais, como CAPES e CNPq. Para analisar as informações e dados coletados, emprega-se o método qualitativo dedutivo. Existe uma percepção restrita e limitada quanto ao tema, sendo a forma passiva e cooperativa predominante no país, que coaduna com o padrão de inserção do país no sistema internacional e mostra-se em consonância com o modelo de desenvolvimento projetado, assim como com os interesses estratégicos brasileiros. O arcabouço institucional e a maneira, centralizada e verticalizada, de condução do processo de formulação e de implementação das políticas, concebido aos moldes top down (de cima para baixo), com objetivos gerais e metas não específicas, subscritos em grande parte dos acordos de cooperação internacionais, políticas setoriais, programas e planos que promovem a internacionalização do ES, refletem negativamente na possibilidade de se avaliar a efetividade dessas políticas no contexto do Estado “gerencialista” brasileiro e o accountability para a sociedade. Isso implica uma necessidade de conceber um modelo de internacionalização mais adequado e integrado ao projeto de Estado brasileiro e uma revisão do processo de formulação das políticas públicas em todas suas fases, de tal forma que se possa avaliar a efetividade dessas políticas públicas, incluídas nessas o Programa Ciência sem Fronteiras. |
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