A construção da linguagem escrita por crianças por meio das tecnologias tangíveis

Décadas atrás, o senso comum relatava o uso da informática desvinculado do processo de aprendizagem nas instituições escolares. Esta era tida ora como a salvadora da educação, ora como um recurso de entretenimento. A superação desse embate ocorreu através da integração efetiva do uso das Novas Tecno...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Ferreira, Ruhena Kelber Abrão
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/132298
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/132298
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Linguagem escrita
Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs)
Alfabetização
Ensino fundamental
Ensino e aprendizagem
Tangible technology
Written language
Tablet
Tecnología tangíveis
Lenguaje escrita
Descrição
Resumo:Décadas atrás, o senso comum relatava o uso da informática desvinculado do processo de aprendizagem nas instituições escolares. Esta era tida ora como a salvadora da educação, ora como um recurso de entretenimento. A superação desse embate ocorreu através da integração efetiva do uso das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação e na mediação pedagógica dos professores envoltos nesse processo. Dessa forma, este trabalho tem por objetivo analisar o impacto das Novas Tecnologias – interfaces tangíveis – nas situações didáticas cotidianas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, um Estudo de Caso descritivo, baseado em observações dos espaços das salas de aula, do mesmo grupo de crianças, entre junho de 2013 e abril de 2015, nos 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental de uma escola particular católica. Buscamos estabelecer relações entre a aquisição da linguagem escrita em textos convencionais e aqueles em hipertextos, assim como compreender como se estrutura a alfabetização científica e digital nesses espaços. A partir da análise das observações das aulas e entrevistas com os professores responsáveis das turmas acompanhadas no período citado, diversos recursos das interfaces tangíveis foram propostos na prática pedagógica voltada à aquisição da escrita de forma autônoma pelas crianças. Apresentamos, neste trabalho, uma análise crítica a partir de investigações dos aspectos considerados fundamentais para o desenvolvimento de artefatos digitais para o uso em salas de aula brasileiras, como a independência do computador pessoal, a acessibilidade, o engajamento, a adequação física da sala de aula, a adaptação curricular, o uso colaborativo, além da simplicidade da interface, pensada em um aluno que está na classe de alfabetização. A hipótese, confirmada neste trabalho, é a de que as tecnologias tangíveis se enquadram na categoria expressiva, em que o sujeito cria representações externas a um objeto, interagindo com ele, porém pensando não sobre ele, mas com ele, uma vez que, para compreender, pouco a pouco a criança passa a realizar agrupamentos mentais, expressando seus pensamentos e ideias. Assim sendo, essas experiências são possíveis de acontecer em espaços projetados de forma antagônica aos espaços tradicionais, pois, muitas vezes, a mesma é menos rígida, mais flexível, fato este que torna o ambiente agradável e, ao mesmo tempo, mais acessível, constituindo um ambiente, por vezes, híbrido, no qual as dimensões entre o caderno e o tablet coexistem e a fusão desses pares opostos de aquisição de linguagem escrita acontece.