Cotratamento de esgoto sanitário e lixiviado de aterro sanitário em sistemas de lagoas aeradas e de lodos ativados: abordagem utilizando o ASM.
Devido a razões ambientais, o tratamento de lixiviados de aterros sanitários faz-se necessário e o cotratamento de lixiviado com esgotos sanitários mostra-se atrativo, uma vez que o sistema de tratamento de esgoto apresenta amplitude operacional, além de consistir em uma medida prática, visto que pe...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-28112019-155818 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3147/tde-28112019-155818/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | ASM ASM1 ASM1. ASM3 ASM3 Aterros sanitários Co-treatment Esgotos sanitários Lagoas aeróbias Landfill leachate Lodo ativado Mathematical modeling Modelação matemática |
| Sumario: | Devido a razões ambientais, o tratamento de lixiviados de aterros sanitários faz-se necessário e o cotratamento de lixiviado com esgotos sanitários mostra-se atrativo, uma vez que o sistema de tratamento de esgoto apresenta amplitude operacional, além de consistir em uma medida prática, visto que permite o aproveitamento da estrutura de tratamento já existente em uma ETE. Entretanto, devido à presença de compostos orgânicos refratários, tóxicos e altas concentrações de nitrogênio amoniacal no lixiviado, a eficiência do tratamento da ETE pode ser diminuída. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi de avaliar o cotratamento de lixiviados e esgotos sanitários sob uma abordagem de modelação matemática, estudar cenários e predizer situações para a avaliação operacional da ETE. Assim, a aplicabilidade do Activated Sludge Model No 1 (ASM1) e No 3 (ASM 3) para lagoas aeradas e lodo ativado promovendo o cotratamento de esgoto e lixiviado foi estudada. Os cenários simulados consistiram em proporções crescentes de adição de lixiviado aos sistemas, que variaram de 0 a 10%, sendo para cada um deles avaliado o desenvolvimento de biomassa heterotrófica e autotrófica, consumo de DQO em diferentes frações, nitrificação, consumo de oxigênio e variação da alcalinidade. Experimentos em bancada foram realizados para a obtenção de parâmetros cinéticos da nitrificação, estudando cotratamento por lodo ativado de lixiviados e esgoto em proporções de 1 a 3%. Os resultados obtidos demonstraram que não houve limitação da nitrificação em nenhum dos cenários aplicados e os mesmos foram usados para a calibração do ASM1. Os resultados das simulações indicaram que, antes e depois da calibração, ambos os modelos foram otimistas em relação ao período de partida do sistema e à adaptação das comunidades microbianas frente aos cenários progressivamente agressivos oferecidos pela maior presença de lixiviado. Porém, representou adequadamente os problemas relacionados à manutenção da nitrificação, frente ao aumento da necessidade de aeração e demanda de alcalinidade, além do prejuízo à qualidade do efluente devido à matéria orgânica recalcitrante e, no caso do ASM3, também devido à matéria orgânica biodegradável não hidrolisada. Teve boa aplicabilidade, portanto, como ferramenta para avaliar qualitativamente o comportamento de ETEs ao receber lixiviado para cotratamento, necessitando, porém, de ajustes e detalhamentos adicionais para otimização de sistemas reais. |
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