Avaliação ecotoxicológica de lixiviado de aterro de resíduos sólidos utilizando minhocas da espécie Eisenia andrei: estresse oxidativo, citotoxicidade e genotoxicidade
O lixiviado é um efluente de difícil biodegradação com características físicas, químicas e biológicas variáveis com elevado potencial de causar a contaminação do solo, das águas subterrâneas e dos corpos hídricos. Com base nisso, quando se busca avaliar os seus impactos no meio ambiente, faz-se nece...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/34248 |
| Acceso en línea: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/34248 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ecotoxicologia Lixiviado Minhocas Estresse oxidativo Genotoxicidade Ecotoxicology Leachate Earthworms Oxidative Stress Genotoxicity Líquido Percolado Oligoquetos Estresse Oxidativo Resíduos Sólidos |
| Sumario: | O lixiviado é um efluente de difícil biodegradação com características físicas, químicas e biológicas variáveis com elevado potencial de causar a contaminação do solo, das águas subterrâneas e dos corpos hídricos. Com base nisso, quando se busca avaliar os seus impactos no meio ambiente, faz-se necessário o uso de indicadores que permitam medir a ação destes sobre organismos vivos. No presente trabalho, buscou-se avaliar a toxicidade do lixiviado não tratado por meio de exposições agudas e crônicas, utilizando biomarcadores de estresse oxidativo, citotoxicidade e genotoxicidade em minhocas da espécie Eisenia andrei. Os ensaios ecotoxicológicos agudos mostraram CL50 de 2,3 mL cm-2 em teste de contato e 77,8 mL kg-1 em solo natural, durante 72 h e 14 dias, respectivamente. Foi observado, também, efeito de fuga dos organismos em concentrações acima de 37,5 mL kg-1 . O ensaio crônico apontou efeito na reprodução, reduzindo a produção de casulos e impedindo o desenvolvimento de indivíduos recém-nascidos com o aumento das concentrações de lixiviado. A exposição prolongada ao lixiviado foi citotóxica, com redução da viabilidade e a densidade celular, principalmente na concentração de 10,5 mL kg-1 . Os biomarcadores de estresse oxidativo, evidenciaram efeito oxidante proveniente da exposição ao lixiviado. Os agentes antioxidantes catalase (CAT) e metalotioneína (MT) foram induzidos, ou seja, aumentaram sua atividade e concentração com o aumento da exposição, a partir de 35 dias de exposição. Por outro lado, houve redução da atividade e concentração de glutationa-Stransferase (GST) e glutationa reduzida (GSH), respectivamente. Foi observado um aumento da concentração de malondialdeído (MDA) ao final de 77 dias de exposição, evidenciando a lipoperoxidação causada por lesões oxidativas. Por meio do ensaio cometa, foi observado efeito genotóxico dose-dependente a partir dos primeiros 7 dias de exposição em ensaio crônico. A análise de componentes principais (ACP) mostrou correlação entre os agentes antioxidantes e o efeito genotóxico, assim como entre a genotoxicidade e citotoxicidade, mostrando que sistema de defesa a contaminantes exógenos funciona de forma conjunta a fim de manter a homeostase celular. Conclui-se que o lixiviado de aterro de resíduos sólidos mostrou ser tóxico para a espécie Eisenia andrei em exposição aguda e crônica gerando efeitos citotóxicos, genotóxicos e de estresse oxidativo. No mesmo sentido, a análise de efeitos subletais mostrou ser eficaz na determinação de efeitos tóxicos precoces ao lixiviado nos organismos testados. |
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