Influência do tipo de vegetação sobre a produção e composição da serapilheira na Serra da Bocaina, Bananal SP

A Serra da Bocaina abriga o maior remanescente de floresta entre as duas principais cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro. O solo predominante na região é o Latossolo, pouco fértil em nutrientes sendo, portanto, a serapilheira, um importante componente de todo o ciclo biológico existente na ár...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nogueira, Thiago José Filete
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/40336
Acceso en línea:https://app.uff.br/riuff/handle/1/40336
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ciclagem de nutrientes
Decomposição
Serra da Bocaina
Serra da Bocaina (Bananal, SP)
Serapilheira
Vegetação nativa
Produção intelectual
Tecnologia Ambiental
Nutrient cycling
Decomposition
Descripción
Sumario:A Serra da Bocaina abriga o maior remanescente de floresta entre as duas principais cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro. O solo predominante na região é o Latossolo, pouco fértil em nutrientes sendo, portanto, a serapilheira, um importante componente de todo o ciclo biológico existente na área. Este estudo teve como objetivo analisar as características da serapilheira em duas formações florestais distintas na Serra da Bocaina, no município de Bananal (SP): uma área com vegetação nativa de Mata Atlântica (floresta ombrófila densa em estágio avançado de conservação) e outra com vegetação exótica composta por Pinus elliottii. Foram demarcados 15 pontos amostrais em um hectare de cada área, onde a serapilheira foi coletada mensalmente durante 12 meses para cálculo de estoque de serapilheira e cinco pontos para instala ção de litterbags para avaliação da taxa de decomposição ao longo de cinco meses da estação chuvosa e cinco meses da estação seca. Os resultados indicaram um maior acúmulo de serapilheira na área com produção de Pinus (3,77 Mg ha⁻¹) quando comparado à área com vegetação nativa (3,22 Mg ha⁻¹), sem variação significativa entre as estações chuvosa e seca. A serapilheira da área com vegetação nativa apresentou maior percentual de material em decomposição (25%) e menor relação C/N (29,53) em comparação à área com Pinus (percentual de material em decomposição de 15% e relação C/N de 63,42), refletindo em um maior potencial de ciclagem de nutrientes. A taxa de decomposição da serapilheira foi significativamente maior no período chuvoso na área de vegetação nativa, evidenciando a influência das condições climáticas e do tipo de vegetação na dinâmica do processo de decomposição da matéria orgânica. Os resultados reforçam o papel ecológico das florestas nativas na manutenção de processos como a ciclagem de nutrientes por meio da produção e decomposição da serapilheira.