Desempenho cognitivo, estado nutricional e consumo alimentar em idosos com diferentes perfis cognitivo

O hábito alimentar tornou-se objeto de intensa pesquisa em relação ao envelhecimento cognitivo, com potencial para proteger e maximizar a função cognitiva. O objetivo desse estudo foi investigar a relação entre o grau de adesão à dieta do Mediterrâneo (MED) e ao padrão dietético MIND (Mediterranean-...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Calil, Silvia Regina Borgheresi
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-31072017-132425
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-31072017-132425/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aged
Cognição
Cognition
Comprometimento cognitivo leve
Demência
Dementia
Dieta mediterrânea
Idoso
Mediterranean diet
Mild cognitive impairment
Nutrição
Nutrition
Descripción
Sumario:O hábito alimentar tornou-se objeto de intensa pesquisa em relação ao envelhecimento cognitivo, com potencial para proteger e maximizar a função cognitiva. O objetivo desse estudo foi investigar a relação entre o grau de adesão à dieta do Mediterrâneo (MED) e ao padrão dietético MIND (Mediterranean-Dash Intervention for Neurodegenerative Delay) com o desempenho cognitivo em idosos com diferentes perfis cognitivos. Trata-se de um estudo transversal, feito com uma amostra composta por 96 idosos, com idade igual ou acima de 60 anos, de ambos os sexos, residentes na região leste de São Paulo. Os participantes foram classificados em três grupos conforme perfil cognitivo, sendo 36 considerados controles saudáveis, 30 com diagnóstico de comprometimento cognitivo leve (CCL) e 46 pacientes com doença de Alzheimer (DA). Os instrumentos utilizados foram a Bateria Breve de Rastreio Cognitivo, Mini Exame do Estado Mental, a coleta da antropometria e a aplicação de questionário de frequência alimentar com 98 itens. Posteriormente houve o cálculo dos escores do grau de adesão à MED e à MIND. Os participantes eram em sua maioria mulheres, com baixa escolaridade e baixa renda. Os grupos diagnósticos mostraram-se semelhantes para a maior parte das características avaliadas, com a exceção da idade, renda e cor da pele. Houve maior número de indivíduos mais velhos e de cor branca entre os idosos com DA e maior renda no grupo CCL. Não houve diferença significativa entre os grupos clínicos quanto ao grau de adesão às dietas, entretanto, somente entre os controles saudáveis maior adesão à MED e MIND se associou positivamente, com maior escore no MEEM e no escore de memória de Aprendizado da BBRC. Os resultados sugerem que mesmo um grau modesto de adesão aos padrões dietéticos MED e MIND pode exercer impacto sobre o desempenho cognitivo de idosos sem alterações cognitivas. Considerando que o hábito alimentar das pessoas sobre forte influência de fatores socioculturais é importante que estudos sobre o padrão de consumo alimentar e cognição sejam conduzidos em diferentes países