Lições da Mata Atlântica no Nordeste do Brasil: saberes e fazeres de uma rede de gestores na implementação de um corredor de biodiversidade
A Mata Atlântica no Brasil está reduzida a 12,5% da sua cobertura original e sob o seu domínio hoje habitam 145 milhões de pessoas, onde é produzido cerca de 70% do PIB nacional. As conquistas obtidas na sua proteção se deram sob o comando de redes de atores sociais. A estratégia adotada por essas r...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/29930 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/29930 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Geografia Gestão ambiental Biodiversidade – Conservação Biodiversidade florestal Florestas tropicais – Conservação Mata atlântica Corredor de biodiversidade |
| Sumario: | A Mata Atlântica no Brasil está reduzida a 12,5% da sua cobertura original e sob o seu domínio hoje habitam 145 milhões de pessoas, onde é produzido cerca de 70% do PIB nacional. As conquistas obtidas na sua proteção se deram sob o comando de redes de atores sociais. A estratégia adotada por essas redes tem sido a conexão de paisagens através de Corredores de vegetação, a composição de mosaicos com diferentes usos do solo e a formação de Corredores de biodiversidade. É consenso que a gestão integrada desses territórios permite a otimização no uso dos recursos, a agilidade na realização das ações e a troca de experiências e aprendizagens entre atores diversos, inclusive as populações locais. A constituição de redes de atores modelando territórios de biodiversidade é experimento recente, cujos resultados ainda não foram devidamente estudados e comprovados. Seguindo nessa direção, esta pesquisa teve como objetivo geral entender as contribuições dos gestores das unidades de conservação da Área Focal Murici (AL) – Urubu (PE), do Corredor de Biodiversidade da Mata Atlântica do Nordeste – CBMANE, articulados em rede, na implementação do CBMANE. Desse contexto, recortam-se as seguintes questões: a ação em rede contribui com a proteção da Mata Atlântica na Área Focal Murici Urubu do CBMANE através da consolidação desta unidade de planejamento e gestão da biodiversidade? Como esses gestores podem contribuir mais efetivamente para a implementação do CBMANE? A metodologia adotada foi, quanto à natureza, uma pesquisa aplicada; quanto à forma de abordagem, a qualitativa; e, quanto aos procedimentos técnicos, um estudo de caso. Para a obtenção dos dados foi realizada uma pesquisa documental e um levantamento de campo, onde foi utilizada a entrevista semiestruturada. Para a análise do conteúdo encontrado seguiu-se a categorização, como uma operação de classificação dos elementos dispostos no conjunto de cada entrevista. Os resultados encontrados foram apresentados em quatro categorias, sendo uma delas o plano de ação para o CBMANE. Estes resultados corroboram com a tese: as redes tornam as ações voltadas para a conservação da biodiversidade mais efetivas, por aumentar a escala de atuação, produzir e fazer circular grande número de informações estratégicas, exercer poder político institucional, possuir capacidade de mobilização e sensibilização da sociedade de maneira geral. |
|---|