O ritual do mano e sua narrativa ancestral

O ritual do mano faz parte da nossa ancestralidade Boe Bororo. Ainda hoje é vivido em algumas aldeias em um clima de alegria compartilhada. Nós, o povo Boe compartilhamos momentos de alegria, mas também de tristeza, já que o jogo acontece em homenagem a um morto, no qual um dos partidos corre com a...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Tuboreceba, Denilson Aparecido Alves
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18022025-114613
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-18022025-114613/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ancestralidade
Ancestry
Boe Bororo
Game
Jogo
Ritual
Descripción
Sumario:O ritual do mano faz parte da nossa ancestralidade Boe Bororo. Ainda hoje é vivido em algumas aldeias em um clima de alegria compartilhada. Nós, o povo Boe compartilhamos momentos de alegria, mas também de tristeza, já que o jogo acontece em homenagem a um morto, no qual um dos partidos corre com a roda do outro, de modo que a vitória é sempre do partido oposto, garantindo assim a reciprocidade entre os dois lados. Além de um momento lúdico é também um momento de grande espiritualidade no qual nos conectamos com os aroe e com a nossa ancestralidade, presente em três histórias ancestrais. É também um momento pedagógico no qual acontece o repasse de códigos culturais importantes para a nossos jovens, além de ser um momento que reforça a união e a reciprocidade entre as duas metades ECERAE e TUGAREGE e o mundo dos Aroe, deixando fluir um trabalho coletivo no qual, quem ganha é sempre o outro. Este trabalho pretende reavivar os conhecimentos fundamentais do Ritual do Mano, como estratégia para motivar os o conhecimento e valorização da nossa ancestralidade na sua verdadeira essência, possibilitando futuros trabalhos pedagógicos nas escolas Boe Bororo